Em linha com o esperado depois de a leitura de maio ter confirmado novo recuo da inflação nos EUA, a Reserva Federal optou por deixar inalteradas as taxas de referência pela primeira vez em mais de um ano, aproveitando a margem de manobra para “avaliar os efeitos cumulativos do aperto monetário” mais agressivo em 40 anos, explicou Jerome Powell, presidente do organismo.
Os juros diretores mantêm-se assim no intervalo entre 5% e 5,25%, embora o pico do aperto monetário não deva ter sido já atingido. Nas previsões atualizadas da Fed, a mediana da taxa terminal projetada pelos membros do Comité Federal de Mercado Aberto (FMOC, na sigla em inglês) passou de 5,1% para 5,6% – ou seja, a expectativa é que os juros subam ainda 60 pontos base (p.b.), ou pelo menos 25 p.b. em duas reuniões até ao final do ano.
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