Fabricante de Taiwan adia início de produção de chips nos EUA

A empresa de Taiwan deve adiar o início do fabrico de chips de 2024 para 2025. A TSMC tinha anunciado um plano de investimento de 35,9 mil milhões de euros na instalação de fábricas nos Estados Unidos.

Fabricante de Taiwan adia início de produção de chips nos EUA
chips-industria

O fabricante de semicondutores de Taiwan, a TSMC, decidiu adiar o início da produção na fábrica que está a construir no estado norte-americano do Arizona, avança a “BBC”, sendo um golpe na ambição dos Estados Unidos de atrair mais produção de chips para o país.

A empresa referiu que o fabrico de chips não vai começar no próximo ano. O motivo está relacionado com a falta de trabalhadores especializados, explicou o presidente da TSMC, Mark Liu, citado pela publicação.

O responsável da empresa disse que a TSMC tem procurado resolver este problema com o envio de técnicos de Taiwan de modo a dar formação aos trabalhadores locais.

A “BBC” sublinha que a TSMC traçou um plano para construir uma fábrica no Arizona em 2020. Em dezembro de 2022, a empresa afirmou que iria triplicar o investimento neste projeto para os 40 mil milhões de dólares (35,9 mil milhões de euros).

A previsão da TSMC é que a primeira fábrica estaria operacional em 2024 e a segunda fábrica entraria em operação em 2026.

Contudo, com o adiamento anunciado pela TSMC, o fabrico de chips deve ter início só em 2025, no Arizona.

A empresa prevê uma queda de 10% nas vendas, em 2023, devido a uma procura mais baixa por semicondutores.

A “BBC” destaca que os Estados Unidos possuem 10% do fornecimento mundial de chips de computador, quando em 1990 essa quota estava em 40%. Daí o plano anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, no valor de 280 mil milhões de dólares (251 mil milhões de euros), para atrair o fabrico de alta tecnologia e de pesquisa científica para o país.

Relacionado

EUA: Compra de obrigações pelo Tesouro vista como positiva para as ações

EUA: Compra de obrigações pelo Tesouro vista como positiva para as ações

Ruben Pires2 Set
A maioria dos analistas consultados pelo JE consideram que a subida do limite mínimo de recompra pelo Tesouro dos Estados Unidos de obrigações, de dois mil milhões de dólares para quatro mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros e 3,4 mil milhões de euros), a partir de 9 de setembro, pode ter um efeito positivo sobre o mercado de ações, apesar da dimensão da intervenção ser reduzida. Entre os setores que podem sair mais beneficiados estão os que possuem maior sensibilidade às taxas de juro como o tecnológico, o imobiliário e as utilities.