A subida no preços dos chips anunciada pela TSMC visa compensar o aumento nos custos dos materiais, equipamentos de fabrico, e construção de fábricas no estrangeiro.
"Levará muito tempo até que possamos satisfazer a procura dos clientes", disse o CEO da TSMC, C.C. Wei, que lidera a empresa que domina a produção mundial de chips.
Só em março, as receitas da TSMC totalizaram 415.191 milhões de dólares taiwaneses (11.178 milhões de euros), um novo recorde mensal que corresponde também a um crescimento de 45,2% face ao mesmo mês do ano anterior, indicou hoje a empresa em comunicado.
Fabricante dos ‘chips’ usados nos produtos mais avançados da Apple, Nvidia e AMD, e com um papel central na cadeia global de fornecimento tecnológico, a TSMC beneficiou no último ano da rápida expansão da IA.
A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company registou um lucro líquido recorde de 452,3 mil milhões de dólares taiwaneses (cerca de 12,8 mil milhões de euros) entre julho e setembro, superando as previsões dos analistas.
O terceiro trimestre fechado em setembro foi ainda mais produtivo que o esperado. A gigante de Taiwan diz que o resultado do aumento dos investimentos em Inteligência Artificial.
A decisão surge após o anúncio da intenção de terminar com o regime "VEU" (Validated End-User), que permitia a algumas empresas estrangeiras utilizarem tecnologia norte-americana em fábricas situadas na China sem necessidade de licenciamento prévio.
"Sendo o principal exportador de Taiwan e tendo fábricas nos Estados Unidos, a TSMC está isenta", disse Liu Chin-ching, diretor do Conselho Nacional de Desenvolvimento, durante uma reunião no Parlamento. No entanto, Liu precisou que outros fabricantes de 'chips' taiwaneses "serão afetados" pelas tarifas.
Esta encomenda à TSMC vem confirmar aquilo que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, já tinha afirmado a 16 de julho, num evento em Pequim. Na ocasião o CEO da Nvidia disse que a empresa iria aumentar o fornecimento do chip H20, nos próximos meses, face ao regresso da empresa ao mercado chinês.
Os bons resultados refletem o esforço das principais tecnológicas globais em reforçar os inventários de semicondutores, perante o receio de novos impactos decorrentes das políticas comerciais de Washington.
Um dos produtos mais importantes do mundo viu a sua afinado produção virada do avesso com a decisão de Donald Trump. E quando todos tentavam acomodar as novas tarifas, veio a moratória de 90 dias. A uma paragem abrupta das encomendas, sucedeu uma catadura inesperada de novos pedidos.
A TSMC, a maior fabricante de semicondutores mundial, anunciou hoje que as suas vendas ascenderam a 839,254 mil milhões de dólares taiwaneses (23,265 mil milhões de euros), no primeiro trimestre, um recorde para este período do ano. Este valor, superior às previsões dos analistas, representa um declínio de 3,3% em relação às receitas do quarto trimestre de 2024 e um salto de 41,6%, em comparação com o mesmo período do ano passado.
As principais bolsas europeias registaram descidas significativas na primeira sessão da semana, castigadas pela tecnologia e pela instabilidade política que se vive na Alemanha, após as eleições. Esta terça-feira há declarações de Lagarde e dados do emprego nos EUA.
Esse crescimento nas receitas da fabricante de chips taiwanesa é atribuído ao aumento significativo da faturação em dezembro, quando a TSMC obteve receitas líquidas de aproximadamente 8.200 milhões de euros, refletindo um crescimento de 57,8% em relação a dezembro de 2023.
A gigante dos chips registou, no terceiro trimestre um aumento da receita, que foi superado pela subida nos lucros, além de antever nova subida para o terceiro trimestre.
Os executivos das duas empresas já visitaram o Golfo Pérsico para discutir os planos de construção de complexos fabris. Os Estados Unidos já assumiram preocupação por causa das estreitas ligações entre a China e os Emirados Árabes Unidos.
A Inteligência Artificial está em visível crescimento e os chips semicondutores, indispensáveis àquelas tecnologias, seguem a mesma trajetória. Neste contexto, a maior fabricante à escala global registou um recorde de receitas no segundo trimestre e aponta para expetativas superiores às que tinha antes, para a totalidade de 2024.
A fabricante de chips taiwanesa é líder global no sector e registou um aumento de 36% no lucro líquido, entre abril e junho, a beneficiar da elevada procura por aqueles aparelhos.