A subida no preços dos chips anunciada pela TSMC visa compensar o aumento nos custos dos materiais, equipamentos de fabrico, e construção de fábricas no estrangeiro.
A sessão bolsista de quarta-feira viu a tecnológica de Taiwan superar a fasquia e juntar-se a um restrito lote do qual só fazem parte as seis empresas mais valiosas do mundo. Nesse sentido, a Inteligência Artificial continua a marcar a diferença no sector tecnológico.
Nos primeiros três meses do ano, a empresa atingiu os 17 mil milhões de euros em vendas (592.640 milhões de dólares taiwaneses), o que representa um aumento de 16,5% face ao primeiro trimestre de 2023.
A Mota-Engil e o BCP protagonizam a sessão desta quinta-feira ao valorizarem 2,45% (4,635 euros) e 2,15% (0,2897 euros), com os CTT e a Corticeira Amorim, que avançam 0,69% (3,64 euros) e 0,22% (9,10 euros), a encerraram o lote de cotadas no 'verde'.
As eleições de Taiwan deste domingo poderão ter consequências indiretas nos preços das componentes tecnológicas. Uma possível guerra com a China seria, neste contexto, um desastre.
Thierry Breton, Comissário Europeu para o Mercado Interno, mostrou-se otimista quanto à "conquista" de autonomia em relação à Ásia e aos Estados Unidos no sector dos semicondutores pelo bloco europeu, que tem mira apontada aos 20% da quota do mercado de semicondutores até 2030, face aos atuais 9%.
TSMC anunciou a construção de uma fábrica de semicondutores na cidade alemã de Dresden, nas margens do rio Elba, onde a Bosch já havia instalado uma unidade desses componentes em 2021, naquele que foi o maior investimento individual feito pela empresa alemã (mil milhões de euros) em 130 anos de história.
A empresa de Taiwan deve adiar o início do fabrico de chips de 2024 para 2025. A TSMC tinha anunciado um plano de investimento de 35,9 mil milhões de euros na instalação de fábricas nos Estados Unidos.