Estatutos da Direção Executiva do SNS publicados em Diário da República

A entidade sediada no Porto aguardava há um ano pela publicação do diploma, que foi promulgado pelo Presidente da República em agosto de 2022.

Estatutos da Direção Executiva do SNS publicados em Diário da República
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Os estatutos da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que irá coordenar a resposta nas unidades de saúde públicas e é liderada por Fernando Araújo, já estão disponíveis em Diário da República.

A entidade sediada no Porto, que tem estatuto de instituto público de regime especial para garantir autonomia de emissão de regulamentos e orientações, aguardava há um ano pela publicação do diploma, que foi promulgado pelo Presidente da República em agosto de 2022.

A Direção Executiva do SNS é composta por onze direções, uma das quais dedicada à formação e investigação científica para os profissionais, e 300 elementos, segundo o “Expresso”. Além disso, a entidade renovada diminuiu de mais de cem organismos para pouco mais de 50.

O mesmo jornal apurou que o diploma avança com a estratégia apresentada em novembro de 2022 que dita a transferência para a DE-SNS de grande parte das competências de administração dispersas por várias entidades, confirmando a extinção das cinco administrações regionais de saúde (ARS).

“A entrada em vigor do novo Estatuto do Serviço Nacional de Saúde (SNS), aprovado através do Decreto-Lei n.º 52/2022, de 4 de agosto, marcou uma profunda mudança organizacional no SNS, fortalecendo a sua capacidade para investir na promoção da saúde e do bem-estar, permitindo-lhe oferecer mais eficiência, maior acessibilidade e melhores cuidados de saúde”, lê-se na portaria, que foi disponibilizada esta quinta-feira em DR.

Segundo a Portaria n.º 306-A/2023, “com a criação da Direção Executiva (DE-SNS, I. P.), cuja orgânica foi aprovada pelo Decreto-Lei n.º 61/2022, de 23 de setembro, conferiu-se uma nova dimensão à estrutura de gestão e operacionalização do SNS, sendo essencial dotá-la de uma capacidade operacional efetiva, que a torne capaz de implementar as políticas e ações que permitirão promover a equidade de acesso, a otimização da utilização de recursos e a melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados, num conceito de rede do SNS”.

A Direção Executiva do SNS entrou em funções no dia 2 de novembro do ano passado, assumindo a coordenação da resposta assistencial das unidades de saúde do serviço nacional e o seu funcionamento em rede.

A proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano confere à Direção Executiva do SNS um orçamento de 2,5 milhões de euros. Nas palavras do ministro da Saúde, “os estatutos são necessários e criam melhores condições de organização à direção executiva, mas a sua inexistência não a tem impedido de trabalhar, o que todos têm notado”.

O novo estatuto de 106 artigos vem substituir aquele que vigorava desde 1993.

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