Estamos no bar do Fogo, o restaurante que o chef Alexandre Silva criou para poder, precisamente, “brincar com o fogo”, de forma descontraída e sem a pressão da estrela Michelin, que continua a defender – e que foi revalidada – no Loco, o seu projeto de restauração, na Estrela, em Lisboa.
A playlist acompanha a conversa. Um detalhe importante para criar ambiente e que reúne as sugestões da equipa. Eclética, irreverente e ritmada. Como a conversa que se seguiu, duas semanas antes da Gala Michelin Portugal, que vai dos detalhes que o chef analisa quando visita restaurantes à reforma que é preciso fazer no ensino da restauração em Portugal, passando por essa referência maior que é o Guia Michelin. Está dado o mote.
Quando vais a restaurantes, em Portugal e no estrangeiro, o que é que analisas?
A experiência é tudo, mas quando reúno informação para depois visitar, analiso o serviço, a cozinha e aquilo que através de uma imagem me conseguem passar. Vou dar um exemplo. Fui ao Alchemist, em Copenhaga, para conhecer o restaurante do Rasmus [Munk], por me sentir atraído pela visão que eles têm da cozinha, por todo o conceito do restaurante, pelo investimento que foi feito no restaurante. Ou seja, queria ver com os meus olhos aquilo que estavam a tentar transmitir através de uma revista. Resultado? Após a visita, fiquei ainda mais impressionado. [sorriso]