A SIC Notícias foi a primeira a avançar que drones militares norte-americanos MQ-9 Reaper, conhecidos como “drones assassinos”, já se encontram na Base das Lajes, nos Açores, no âmbito das operações dos Estados Unidos no Médio Oriente. Aliás, o nome não deixa margem para dúvidas, “Reaper” foi assim batizado pelas forças armadas dos EUA e do Reino Unido porque significa “Ceifador”, a foice é a imagem geralmente associada à morte.
A infraestrutura portuguesa tem vindo a ser utilizada como ponto logístico para manutenção e reabastecimento destes aparelhos. Fabricados pela empresa norte-americana General atomics têm cerca de 11 metros de comprimento e podem transportar até oito mísseis de precisão (os AGM-114 hellfire) e bombas guiadas por laser GPS, sendo operado remotamente e com uma autonomia de voo que pode atingir as 27 horas. A nível de altitude podem atingir os 15.240 metros. Cada unidade terá um custo estimado na ordem dos 48 milhões de euros. Realizou o primeiro voo em 2001.
Segundo a informação divulgada, os drones partem dos Açores com destino a uma base militar norte-americana em Amã, na Jordânia, onde serão preparados para eventuais operações militares.
Está prevista a chegada de três a quatro aparelhos à ilha Terceira, um cenário que já levou o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda a solicitarem esclarecimentos ao Governo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, assegurou que a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos cumpre os critérios do Direito internacional, sublinhando que Portugal não está envolvido em qualquer ação militar contra o Irão.
Os únicos países detentores desta “arma” são os EUA, Itália, França e Espanha.