Criar valor começa “dentro de casa”, defende CEO da Siroco

Num setor tão importante como o da metalúrgica e metalomecânica, o desafio de criar valor e vender melhor ainda existe. No caso da Siroco, empresa portuguesa, essa criação começa com os colaboradores.

Criar valor começa “dentro de casa”, defende CEO da Siroco
Conferência Vender Valor da AIMMAP. Kathy Fehst, ceo da Siroco

O setor da indústria metalúrgica e metalomecânica correspondem a um terço das exportações da indústria transformadora em Portugal, com mais de 24 mil milhões de euros exportados. Contudo, o setor continua a perguntar-se como pode continuar a vender valor.

Com este mote a Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) realizou, esta quarta-feira, 27, a sua conferência anual, da qual o Jornal Económico é parceiro, e que decorreu na Universidade do Minho, no campus de Guimarães.

Mas como é que se cria valor? Na Siroco, empresa portuguesa de automação industrial e integração robótica, começasse a criar valor com os colaboradores. “Começamos a criar valor em casa, para os nossos colaboradores desenvolverem novas competências, criar o equilíbrio entre trabalho e vida particular”, afirma Kathy Fehst, CEO da empresa num painel da conferência da AIMMAP.

A CEO refere ainda que a empresa também cria valor através do devolver à sociedade, da criação de parcerias e de perceber o que o cliente e o mercado estão a pedir.

Numa empresa com cerca de 50 trabalhadores o trabalho interno com os colaboradores “faz diferença”, por isso quando há um problema a empresa “chama todos à mesa”.

“É importante que os colaboradores tenham uma visão macro, percebam o que se passa na empresa”, aponta.

Apesar da forte aposta nos colaboradores para criar valor, Kathy Fehst afirma que é no serviço que a empresa se consegue destacar. “Portugal é cada vez mais conhecido no estrangeiro por ter boa tecnologia. O que faz com que os clientes queiram fazer mais negócio connosco é esta parte do serviço”, explica.

A empresa trabalha com vários tipos de clientes, sendo que uns sabem exatamente aquilo que precisam e procuram, enquanto outros ainda não tem essa noção. Neste caso, a empresa tem equipas que reúnem com o cliente para “perceber o que é importante e perceber qual a melhor solução”.

Durante a sua intervenção, a CEO da Siroco refere que o “crescimento é importante”, sendo um dos seus objetivos, contudo continua a “acreditar que Portugal é a nossa base”, mesmo tendo vários clientes a pedir para irem lá para fora.

Por existirem esses casos, e por exportar para 11 países, a empresa estabeleceu “parcerias com empresas” e trabalha “com representantes de venda para estarmos mais próximos dos nossos clientes”. “Não temos problema em pedir ajuda a empresas que são concorrentes. Ficamos todos a ganhar”, salienta.

Em conclusão, Kathy Fehst aponta o planeamento de uma estratégia como um dos principais motores para vender valor.

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