A Etihack avaliou 7.500 “ativos digitais” e encontrou 17 mil vulnerabilidades de 400 tipos diferentes, ao nível da cibersegurança. Destes, mais de 60% são considerados impactantes e 12% têm impacto “crítico”, deixando a nu problemas ao nível da cibersegurança das empresas, que assim se expõem de forma mais acentuada ao crime informático.
Para a realização de um estudo neste âmbito, a Ethiack testou as medidas de segurança de um leque de empresas e recolheu dados que indicam que são várias as vulnerabilidades comuns, para além das falhas ou imperfeições verificadas na programação, que permitem ao hacker tomar conta da aplicação e, por exemplo, mudar as regras, lógicas ou privilégios de decisão da app.
De acordo com o comunicado divulgado pela Ethiack análise permite também chegar à conclusão de que o tempo que as equipas de segurança internas das empresas demoram demasiado tempo a reagir para corrigir ou mitigar uma vulnerabilidade, o que é fortemente preocupante e relevante.
O cofundador da empresa refere que “grande parte destas vulnerabilidades estão em ativos esquecidos pelas empresas ou adormecidos, porque o projeto para o qual foi criado já foi descontinuado, mas a máquina continua lá. Daí a importância dos hackers éticos, que permitem detetar e mitigar problemas antes que tenham impacto sério ao nível da empresa ou instituição”.