China reduz taxa de instrumento de financiamento dos bancos em 20 pontos base

A instituição anunciou também esta semana que vai baixar as garantias que exige aos bancos e instituições financeiras para participarem neste sistema, permitindo-lhes solicitar uma redução gradual ou uma isenção aquando da venda de obrigações de médio ou longo prazo.

China reduz taxa de instrumento de financiamento dos bancos em 20 pontos base
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O Banco Popular da China anunciou hoje uma redução de 20 pontos base, de 2,5% para 2,3%, num dos seus principais instrumentos de financiamento dos bancos comerciais, as chamadas facilidades de crédito a médio prazo (MLF).

O banco central chinês indicou que vai realizar uma operação de MLF a um ano de 200 mil milhões de yuan (25,41 mil milhões de euros) a uma taxa de 2,3%, enquanto a anterior, realizada há dez dias, tinha fechado em 2,5%.

Os MLF são um instrumento criado em 2014 para financiar os bancos comerciais e orientar as taxas de juro de referência. Uma redução dos juros significa que o custo do dinheiro emprestado aos bancos é reduzido.

A instituição anunciou também esta semana que vai baixar as garantias que exige aos bancos e instituições financeiras para participarem neste sistema, permitindo-lhes solicitar uma redução gradual ou uma isenção aquando da venda de obrigações de médio ou longo prazo.

Segundo os analistas, esta medida tem por objetivo conter a recente procura de títulos do Estado, que fez com que os rendimentos atingissem níveis mínimos históricos.

Os especialistas previram que o banco central reduziria as taxas MLF após o corte inesperado de 10 pontos base na sua taxa de juro de referência na segunda-feira, embora Julian Evans-Pritchard, da Capital Economics, tenha dito que “pequenos cortes dessa dimensão não farão uma grande diferença na atividade económica”.

No mesmo dia, o banco central também baixou em 10 pontos base (de 1,8% para 1,7%) as taxas que aplica a um dos seus principais instrumentos de injeção de liquidez, os acordos de recompra a 7 dias (“repos”), que já se encontravam em mínimos históricos.

A instituição anunciou também hoje uma operação de 235,1 mil milhões de yuan (29,872 mil milhões de euros) através de acordos de recompra a 7 dias à taxa de 1,7% acima referida.

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