China promete não renunciar ao uso da força em Taiwan após lançar exercícios militares

O aviso surge depois de Washington ter afirmado que os exercícios militares em torno de Taiwan podem ser utilizados para ocultar um ataque real.

China promete não renunciar ao uso da força em Taiwan após lançar exercícios militares
A surveillance camera is silhouetted behind a Chinese national flag in Beijing, China, November 3, 2022. REUTERS/Thomas Peter/File Photo

O porta-voz do Ministério da Defesa chinês disse hoje que o país não vai renunciar ao uso da força para travar a independência de Taiwan.

O aviso surge depois de Washington ter afirmado que os exercícios militares em torno de Taiwan podem ser utilizados para ocultar um ataque real.

“Não prometemos renunciar ao uso da força contra atividades separatistas que visam a independência de Taiwan e a interferência externa nos assuntos da China”, disse o porta-voz do ministério da Defesa, Wu Qian, numa conferência de imprensa, em resposta a uma pergunta sobre as declarações dos Estados Unidos.

China e Taiwan vivem como dois territórios autónomos desde 1949, altura em que o antigo governo nacionalista chinês se refugiou na ilha, após a derrota na guerra civil frente aos comunistas.

Pequim, que considera Taiwan parte do seu território, aumentou, nos últimos anos, a atividade militar em torno das águas e do espaço aéreo da ilha.

Relacionado

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”