China doa 91 toneladas de arroz para apoiar vítimas de ciclones em Moçambique

“Este donativo é de grande importância e vai reforçar a nossa capacidade de resposta humanitária nas campanhas de emergência de 2025 e 2026,” afirmou a presidente do INGD, Luísa Meque, após receber o donativo, por parte da embaixadora da China em Moçambique, Zheng Xuan, concretizado na terça-feira.

China doa 91 toneladas de arroz para apoiar vítimas de ciclones em Moçambique
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O Governo da China doou 91 toneladas de arroz ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), para apoio às populações afetadas pelos ciclones no centro e norte de Moçambique, foi hoje anunciado.

“Este donativo é de grande importância e vai reforçar a nossa capacidade de resposta humanitária nas campanhas de emergência de 2025 e 2026,” afirmou a presidente do INGD, Luísa Meque, após receber o donativo, por parte da embaixadora da China em Moçambique, Zheng Xuan, concretizado na terça-feira.

Segundo o INGD, a “cooperação entre Moçambique e a China já proporcionou diversos apoios ao país”, nesta área, incluindo a formação técnica de operadores moçambicanos, construção de casas pré-fabricadas, doações alimentares que ascendem a 13.000 toneladas de arroz e na capacitação em gestão de risco de desastres.

As regiões centro e norte do país foram atingidas entre dezembro e março, na última época ciclónica, por três ciclones, com o Presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, a entregar no passado sábado um outro donativo de bens alimentares a Moçambique, em cerimónia realizada no Chimoio, província moçambicana de Manica.

“Foi mais uma calamidade natural que causou dezenas de mortes e pessoas deslocadas e destruição de bens públicos e privados, na sequência de chuvas intensas e ventos fortes na época chuvosa 2024-2025. Moçambique foi assolado por três ciclones tropicais, nomeadamente: Chido, Dikeledi, e Jude, que causaram a morte de mais de 300 pessoas, e mais de dois milhões de pessoas foram afetadas”, recordou o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, nessa cerimónia.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas globais, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, mas também períodos prolongados de seca severa.

Os eventos extremos provocaram pelo menos 1.016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

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