A China anunciou este domingo que irá limitar a venda de chips semicondutores da Micron, a maior produtora norte-americana naquele ramo, citando questões de segurança nacional e problemas de cibersegurança.
A medida surge depois de os EUA terem imposto fortes limitações à exportação de material tecnológico avançado para a China, numa tentativa de bloquear o acesso do país à mesma. Segundo as informações da Administração Chinesa de Cibersegurança, a empresa estava a ser alvo de um teste há sete semanas, onde forma descobertos “sérios riscos”.
“Os produtos da Micron têm um sério risco relativo, o que constitui um perigo de segurança significativo para a infraestrutura crítica de informações chinesa e pode afetar a segurança nacional”, pode-se ler num comunicado do regulador chinês.
A Micron é uma das maiores empresas de semicondutores norte-americana, com cerca de 10% das suas receitas operacionais originárias da China, detalha a “CNN”. O Departamento do Comércio norte-americano já veio refutar as acusações, salientando a discordância entre o discurso de Pequim, que diz procurar abrir-se ao mundo, e ações como esta.
Analistas consideraram que a Micron é um primeiro alvo óbvio para Pequim, já que se trata de uma tecnologia mais facilmente substituída pelos chips produzidos pelos concorrentes sul-coreanos Samsung e SK Hynix. No mês passado, a Casa Branca pediu à Coreia do Sul que exortasse os fabricantes de chips a não preencher nenhuma lacuna de mercado na China se a venda de produtos da Micron fosse restringida.
Os centros de dados são um cliente particularmente importante para os semicondutores da Micron.
A decisão de Pequim ocorre um dia depois de os líderes do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7) terem repreendido a China, durante uma cimeira no Japão, condenando o histórico de violações dos Direitos Humanos, políticas económicas coercivas e crescente assertividade militar nos mares do leste e do sul da China.