Cafôfo terá omitido venda de casa de 250 mil euros ao Tribunal Constitucional

A venda terá sido feita em 2018 quando o atual secretário de Estado das Comunidades ainda era presidente da Câmara Municipal do Funchal.

Cafôfo terá omitido venda de casa de 250 mil euros ao Tribunal Constitucional
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O secretário de Estado das Comunidades, Paulo Cafôfo, terá escondido a venda de uma casa no valor de 250 mil euros ao Tribunal Constitucional, avança o “Correio da Manhã“.

A mesma publicação refere que o negócio da venda do imóvel, localizado na Madalena do Mar, em abril de 2018, quando Cafôfo ainda era presidente da Câmara Municipal do Funchal, foi omitida da declaração de rendimentos.

O valor da venda, do referido imóvel, em conjunto com a ex-mulher, atingiu os 250 mil euros, terá sido repartida pelos dois, ficando cada um com 125 mil euros.

O governante diz que declarou a mais-valia obtida no negócio.

Em janeiro tinha sido noticiado que Cafôfo estava a ser investigado por suspeitas de corrupção. Mas o caso não era novo.

O governante, na altura, confirmou que tomou conhecimento da instauração de um processo de inquérito, no DCIAP, em 2018, mas adianta também que “desconhece, até agora, os concretos termos desse processo, em relação ao qual nunca foi ouvido”.

O referido processo estava ligado a contratos públicos celebrados entre os municípios do Funchal, Machico, Porto Moniz e Ponta do Sol e empresas.

Estava a ser investigada a eventual prática de crimes de corrupção, tráfico de influências, participação económica em negócio e abuso de poder, como já tinha sido confirmado pela Procuradoria-Geral da República em outubro de 2020.

Em outubro de 2020 tinham ocorrido buscas através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) e do Departamento de Investigação Criminal da Madeira (DIC da Madeira), conforme confirmou a Polícia Judiciária (PJ), nas quatro autarquias para recolha de elementos de prova.

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