Aguiar-Branco salienta que o povo ucraniano sabe que não há paz sem liberdade

Esta foi uma das principais mensagens transmitidas por José Pedro Aguiar-Branco no discurso que proferiu na cerimónia de boas-vindas ao presidente do parlamento da Ucrânia, Ruslan Stefanchuk, na Assembleia da República. Uma sessão em que o Governo português se fez representar pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim.

Aguiar-Branco salienta que o povo ucraniano sabe que não há paz sem liberdade
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O presidente da Assembleia da República salientou hoje que o povo ucraniano sabe que não há paz sem liberdade e que os valores pelos quais luta dizem respeito “a todos”, porque correspondem ao cerne do projeto europeu.

Esta foi uma das principais mensagens transmitidas por José Pedro Aguiar-Branco no discurso que proferiu na cerimónia de boas-vindas ao presidente do parlamento da Ucrânia, Ruslan Stefanchuk, na Assembleia da República. Uma sessão em que o Governo português se fez representar pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim.

Na abertura da sessão, Ruslan Stefanchuk foi recebido no hemiciclo com palmas e de pé, por deputados de todas as bancadas, desde o Chega ao Bloco de Esquerda, mas o PCP não se fez representar nesta cerimónia, tal como aconteceu esta manhã, quando o presidente do parlamento ucraniano se reuniu com representantes dos partidos.

Após o discurso do presidente do parlamento ucraniano, José Pedro Aguiar-Branco usou da palavra e sustentou que as palavras que escutada por parte do seu homólogo, Ruslan Stefanchuk, permitiram uma conclusão: “Tudo o que fizermos, ou não fizermos, enquanto europeus, nesta fase, em relação à Ucrânia, terá consequências diretas no futuro do próprio projeto europeu”.

“Porque o projeto europeu é uma construção de paz, não uma construção contra alguém. É uma construção baseada na ideia de respeito pela integridade territorial, pelo Estado de direito, pela liberdade dos povos de se exprimirem e de fazerem as suas escolhas”, advogou.

Segundo o presidente da Assembleia da República, “a força do projeto europeu reside, precisamente, nos ideais que encarna: democracia e liberdade”.

“O povo ucraniano luta pela sua democracia e pela sua liberdade, pelo direito à soberania do seu país e à integridade do seu território, pela possibilidade de escolherem o seu futuro, em liberdade, sem o medo da ameaça das armas”, afirmou.

José Pedro Aguiar-Branco defendeu depois que a Ucrânia “não quis esta guerra, não é a agressora, é a agredida”.

“A Ucrânia luta pelo seu futuro, em liberdade. A Ucrânia quer paz, mas sabe que não há paz sem liberdade”, acentuou.

Na sua intervenção, o presidente da Assembleia da República realçou ainda que, ao fim de quatro anos de intervenção militar russa, o povo ucraniano “continua a lutar pela liberdade, a resistir ao sofrimento causado pela violência das armas, à desumanidade do rapto das suas crianças e aos horrores provocados pela política de desinformação com o objetivo de distorcer os factos”.

“A luta do povo ucraniano permanece hoje no cerne do projeto europeu. O que está em causa são os fundamentos desta construção. E, por isso, o que se passa na Ucrânia diz respeito a todos nós, a todos os que defendem os valores da liberdade e da democracia e querem uma ordem internacional baseada em regras, não na chantagem e no uso da força”, frisou.

Na parte final da sua intervenção, José Pedro Aguiar-Branco referiu hoje foi assinado um memorando de entendimento entre os secretários-gerais dos dois parlamentos.

“Um instrumento que prevê a realização de ações de cooperação a nível técnico, com um impacto muito concreto na aproximação do parlamento ucraniano aos valores europeus que são os nossos. Mais do que um documento formal, é um sinal claro de compromisso e da vontade de construirmos, juntos, um futuro assente na liberdade, na democracia e no respeito pela dignidade humana”, acrescentou o presidente da Assembleia da República.

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