A pandemia foi um despertar para a dependência excessiva que a Europa tem de terceiros na área da saúde. A resposta está a ser dada, a passos largos. Mas ainda é insuficiente.
Os Estados Unidos decidiram mergulhar o mundo numa guerra comercial e os medicamentos não escapam, mas o diretor executivo do HCP considera que o setor português está mais robusto e com capacidade de absorver estas perturbações. Ainda assim, continua a faltar uma política industrial que olhe para a saúde como um dos motores do crescimento nacional, enquanto no SNS o problema é sobretudo de gestão.
O novo quadro europeu reforça as obrigações de continuidade do abastecimento. Farmacêuticas, distribuidores, hospitais e entidades públicas vão ter de rever contratos. Na contratação pública, a robustez da cadeia de fornecimento ganha peso ao lado do preço, volume e prazo.
O JE Falou com o 'country manager' da Faes Farma Portugal, Helder Cassis, sobre a estratégia e áreas prioritárias do grupo para crescer no setor de forma sustentável nos próximos anos.
A farmacêutica dinamarquesa Lundbeck está a reforçar o papel de Portugal na sua estratégia ibérica, num momento em que o grupo aposta na expansão da inovação em neurociência. Integrado numa lógica regional, o mercado português representa cerca de 18% da operação ibérica, evidenciando um peso significativo apesar da menor dimensão face a Espanha.
"A UMG congratula-se com a criação, pelo INFARMED, do Grupo Homogéneo de Dapagliflozina, um antidiabético primordial para a diabetes tipo 2", lê-se num comunicado da Associação de Utentes de Medicamentos Genéricos.
"O mercado europeu de medicamentos corre um risco crescente de perder a sua atratividade e competitividade", asseguram numa declaração assinada em Genebra pela ministra da Saúde alemã, Nina Warken, e pela ministra da Saúde francesa, Stéphanie Rist.
António Donato, CEO do grupo farmacêutico português, revela ao JE que quer faturar 600 milhões de euros daqui a cinco anos. Este ano serão 378 milhões. ‘Rebranding’ tem por detrás estratégia de crescimento alicerçada no valor gerado pela atividade e focada nos medicamentos de valor acrescentado.
"Em Portugal, as estimativas anuais apontam para 66 mil novos casos de doença oncológica e 35 mil mortes. Actualmente, 5% da população vive com a doença,
percentagem que sobe para 13% entre os maiores de 65 anos. Além do elevado sofrimento provocado, estima-se que o seu tratamento represente um custo anual superior a 995 milhões de euros", disse a associação.
As conclusões de um estudo sobre medicamento para a perda de peso poderão ter travado a desvalorização da dinamarquesa Novo Nordisk. Resta saber até quando.