O país que viveu o calvário da bancarrota é, década e meia depois, uma potência mundial no ensino das Finanças, onde um mestrado pode dar um salário de 140 mil euros.
Primeiro escritório internacional da Apex Partners foi inaugurado na capital portuguesa em julho de 2025. Um ano depois, o grupo enfrenta um rombo de 985,6 milhões de reais (164,5 milhões de euros), fundos com resgates suspensos e bens do fundador bloqueados pela Justiça. Por cá, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários limita-se a dizer que "a CMVM encontra-se vinculada por deveres legais de sigilo profissional que a impedem de se pronunciar sobre a sua atuação em casos concreto”.
O acordo de venda do Banco Português de Gestão à chinesa VCredit falhou. O prazo expirou sem aprovação regulatória. Mas já há novos candidatos à compra, incluindo um banco português.
Bruno Rodrigues, CFO que transitou da anterior administração do Banco de Fomento, afinal vai sair no final do mês. Para o seu lugar vai Miguel Alves que na sua página do Linkedin, descreve-se como "economista português dedicado ao projeto europeu e apaixonado por políticas públicas, finanças e inovação".
O ministro das Finanças apontou no Orçamento para um crescimento da despesa primária líquida de 5,6%, acima do que combinara inicialmente com Bruxelas, mas a Comissão Europeia não conseguiu replicar as contas de Miranda Sarmento. Nem o Conselho das Finanças Públicas. O Governo, que recebeu alertas dos dois lados, enviou para Bruxelas uma errata esta terça-feira com o novo valor: 4,8%.
Dívidas públicas entre 60% e 90% têm de ser reduzidas em 0,5% do PIB por ano. Portugal, para já, tem obrigação de 1%, mas em 2026 deve atingir 87,8%, o que permitirá ganhar mais liberdade.
Os empréstimos do PRR deixam margem para ter um superavit se o resto não correr como esperado, afirmam economistas ouvidos pelo Jornal Económico. Governo garante empenho na execução de todos os fundos.
Embora esteja prevista uma ligeira melhoria das vendas para o estrangeiro em 2026, as importações ainda levam a procura externa para terreno negativo. É o investimento, a reboque dos fundos europeus, que permite pensar em aceleração.
Miranda Sarmento indica que o Governo “está agora a avaliar com a Comissão Europeia uma solução para reverter a parte remanescente” dos apoios concedidos.
O ministro das Finanças compromete-se a colocar este indicador em 4,8%, abaixo do que tinha sido inicialmente acordado com a Comissão. “Estamos a conseguir controlar a despesa permanente”, assegura ao Jornal Económico.
A despesa com pessoal e prestações sociais, em que as pensões são a fatia de leão, deve aumentar 11,8% em apenas dois anos. É "imenso" e "torna mais arriscado o exercício orçamental", avisam os economistas ouvidos pelo Jornal Económico.
Prestador privado lamenta a “redução unilateral nos valores” relativos aos cuidados na área da oncologia por parte do subsistema público de saúde, considerando tratar-se de uma decisão "injustificada, insustentável", mas também “eticamente preocupante”, e pediu uma reunião com "caráter de urgência" a Maria Manuela Faria, presidente da conselho diretivo da ADSE.
O CEO da multinacional sueca Intrum quer Portugal na vanguarda da cobrança de crédito malparado através de meios digitais. Se resultar, a ideia é “usar essa aprendizagem para escalar para outros países”, diz, em entrevista ao Jornal Económico. Numa segunda fase pode haver um robô com inteligência artificial a fazer chamadas a devedores, ajudado por uma gigante base de dados para personalizar a abordagem.
O Governo espera um excedente para 2026 e, se o conseguir, será novamente com ajuda da Segurança Social. A evolução do emprego, das remunerações e da economia estão a dar um empurrão. CGA pesa na Administração Central.
Programa arrancou em maio de 2024 e pretende colocar pelo menos 145 mil casas em habitação pública. Miguel Pinto Luz acredita que os preços vão baixar, mas sublinha que o Governo “herdou uma situação preocupante” e que “nada se resolve de um dia para o outro”.
O antigo ministro das Finanças diz estar apreensivo com a crescente erosão das contas do Estado, porque a situação económica em Portugal “não justifica” excedentes cada vez mais reduzidos. João Leão duvida que o Governo consiga deixar o saldo orçamental em terreno positivo.
Pandemia trouxe inversão de tendência, tendo havido um aumento de saídas de forma sistemática desde 2021. Nesse ano, a taxa de emigração jovem atingiu os 15,1%, diz Banco de Portugal.
O BCP avançou com duas ações de impugnação no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, uma contra o Fundo de Resolução de 10 milhões e outra de 47,2 milhões de euros contra o FGD.
Vai ou não o Governo inscrever um excedente orçamental no OE2026? E há condições para isso? Haja ou não brilharete no saldo orçamental, a despesa líquida promete ser um desafio para o ministro das Finanças, que já sabe levar às costas 4,5 mil milhões de euros em medidas já em vigor ou aprovadas.
O mercado tem estado animado no que às emissões preferenciais emitidas pelos bancos portugueses diz respeito. Até agora, emitiram este tipo de dívida, o Crédito Agrícola, o Banco Montepio, o Novobanco, o BCP e a Caixa Geral de Depósitos. Até agora a CGD fez a emissão com melhor pricing.
Comissão espera que o mercado de capitais receba 1,2 biliões de euros em 10 anos de pequenos aforradores. Se Portugal aderir, vai o sistema financeiro tentar segurar os depositantes? Ou há liquidez de sobra?