Quer transformar investigação em negócio e fomentar a ligação entre os dois lados do Atlântico. A ambição é acelerar projetos e criar novas empresas ligadas ao mar
O Banco Português de Fomento está a reforçar a aposta na economia do mar, assumindo-se como parceiro financeiro de projetos ligados ao oceano, desde que apresentem viabilidade económica e impacto sustentável. A ambição é clara: apoiar o crescimento de um setor onde Portugal tem vantagens naturais, mas mantendo critérios rigorosos na seleção dos investimentos.
Transformar o mar num espaço permanente de teste, dados e inovação: é essa a ambição da nova rede de Hubs Azuis, que liga ciência, indústria e tecnologia diretamente ao Atlântico. Mais do que desenvolver equipamentos, o objetivo é criar um sistema contínuo capaz de operar, aprender e gerar conhecimento em tempo real no oceano.
Foi o primeiro presidente e CEO do Bezos Earth Fund, com um património de 10 mil milhões de dólares. Em 2024 recebeu o título de Cavaleiro [pelo Reino Unido]. Em entrevista ao JE, Andrew Steer destaca a influência que Portugal tem tido junto da União Europeia (UE) para que esta seja "mais ambiciosa" ao nível das zonas marinhas protegida.
O Oeiras Blue Tech Ocean Forum apresenta um novo fundo de investimento nacional, atualiza Blue economy guide, e mostrará projetos-piloto e tecnologias que estão a sair do laboratório para o mercado.
O presidente do Fórum Oceano, Carlos Costa Pina, considera que a economia azul tem evoluído em Portugal, mas que ainda há muito a fazer para que se afirme claramente no contexto económico e se transforme num motor para o crescimento. Excesso de burocracia, escassez de talento, incentivos desalinhados e falta de modernização das infraestruturas continuam a fazer com que não aproveitemos todo o potencial do mar.
A descarbonização do transporte marítimo deixou de ser uma ambição de longo prazo para se afirmar como uma prioridade estratégica imediata, nos planos ambiental, económico, tecnológico e geopolítico, sublinhou em Oeiras Marisa Lameiras da Silva, diretora-geral da Direção-Geral de Política do Mar (DGPM).
Portugal e China discutem esta segunda-feira, 1 de junho, em Oeiras, a cooperação para o desenvolvimento de um corredor marítimo verde entre o Atlântico e a Ásia, num encontro dedicado à descarbonização do transporte marítimo e às novas cadeias de valor dos combustíveis verdes.
Lisboa voltou a afirmar-se como palco central da governação internacional dos oceanos ao acolhera 45.ª reunião do High Level Panel for Sustainable Ocean Economy. O encontro terminou com a criação de uma comissão técnica internacional dedicada à definição de um protocolo comum para certificar a remoção de dióxido de carbono a partir do oceano.
Tráfego marítimo perturba grandes animais marinhos e pode afetar populações a longo prazo com implicações económicas e ambientais. As rotas comerciais e de turismo marítimo têm de agir para precaver este problema
A ideia é capturar a poluição nas cimenteiras, transportar por gasoduto e injetar no fundo do mar. Já há planos para um projeto-piloto ao largo da Figueira da Foz em 2030.
A criação da Reserva Natural Marinha D. Carlos, que será a maior área marinha protegida em Portugal ao abranger o complexo dos montes submarinos de Madeira-Tore e Banco de Gorringe, entrou esta terça-feira, dia 20, em consulta pública. A futura Reserva Natural Marinha D. Carlos tem uma área de 173 mil quilómetros quadrados e “levará […]
O documento regula atividades no alto-mar e no leito marinho, fora das jurisdições nacionais. Foi criado para travar a perda de biodiversidade e reforçar a governação dos oceanos. Entra em vigor este sábado, 17, com China, Alemanha, Japão, França, Brasil já o ratificaram. EUA adotaram, mas não ratificaram e a Rússia nem uma coisa nem outra.
Protocolo tem a duração inicial de quatro anos e enquadra-se numa "visão partilhada" de "valorização do conhecimento, da inovação e da atribuição de competências avançadas". Pretende posicionar Peniche na economia azul.