Politécnico de Leiria e Federação de Atividades Subaquáticas criam Academia em Peniche

Protocolo tem a duração inicial de quatro anos e enquadra-se numa "visão partilhada" de "valorização do conhecimento, da inovação e da atribuição de competências avançadas". Pretende posicionar Peniche na economia azul.

Politécnico de Leiria e Federação de Atividades Subaquáticas criam Academia em Peniche
João José – FPAS_Sérgio Leandro – ESTM

O Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) e a Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas (FPAS) anunciam a assinatura de um acordo com vista à criação da Academia Nacional de Atividades Subaquáticas, a funcionar em articulação com a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), em Peniche.

“Este acordo estratégico visa potenciar sinergias entre as duas instituições, reforçando a formação, a investigação científica, a inovação e a transferência de conhecimento nas áreas das atividades subaquáticas, com particular foco no mergulho recreativo, técnico e científico, contribuindo para a qualificação de recursos humanos e para a utilização sustentável do meio marinho”, adianta o politécnico em nota enviada à nossa redação.

A nova Academia integra-se no ecossistema do Hub Azul/Smart Ocean Peniche, afirmando-se como “uma infraestrutura estruturante” para a atribuição de competências avançadas, a experimentação em contexto real e o desenvolvimento de soluções inovadoras no domínio da economia azul, tirando vantagem do contexto único que é a Reserva da Biosfera das Berlengas, território classificado pela UNESCO.

Esta integração reforça a ligação entre o ensino superior, entidades de utilidade pública, a investigação aplicada, o sector empresarial e o território, promovendo Peniche nas ciências e tecnologias do mar.

A Academia Nacional de Atividades Subaquáticas permitirá a utilização partilhada de recursos humanos especializados, meios técnicos e infraestruturas, promovendo ações de formação avançada, projetos de investigação aplicada e iniciativas conjuntas de prestação de serviços em áreas de interesse comum.

“A possibilidade de desenvolver atividades formativas e científicas num território classificado pela UNESCO, como a Reserva da Biosfera das Berlengas, permite capacitar futuros profissionais com competências científicas, técnicas e operacionais de elevado valor acrescentado, alinhadas com os desafios da economia azul e da conservação do meio marinho”, afirma Sérgio Leandro, diretor da ESTM.

Para João José, presidente da Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas, “a criação de uma Academia Nacional de Atividades Subaquáticas no continente e nas regiões autónomas é um passo estratégico para uniformizar a formação, reforçar a segurança, valorizar o meio marinho e afirmar a FPAS como referência nacional na promoção sustentável das atividades subaquáticas”.

O protocolo tem a duração inicial de quatro anos, sendo renovável automaticamente, e enquadra-se numa visão partilhada de valorização do conhecimento, da inovação e da atribuição de competências avançadas, contribuindo para o posicionamento de Peniche na economia azul.

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