Ventura diz que Luís Neves não tem condições para continuar no Governo e pede intervenção de Seguro

Esta posição foi transmitida pelo presidente do Chega, em declarações aos jornalistas, logo após a conferência de imprensa de Luís Neves sobre as polémicas em que tem estado envolvido, que Ventura classificou como uma “das mais sofríveis para a democracia”.

Ventura diz que Luís Neves não tem condições para continuar no Governo e pede intervenção de Seguro
O presidente do Chega (CH), André Ventura, usa da palavra durante uma conferência de imprensa de apresentação das alterações propostas, no âmbito da reforma laboral, em Lisboa, 15 de junho de 2026. RODRIGO ANTUNES/LUSA

O líder do Chega, André Ventura, considerou hoje que o ministro da Administração Interna não tem “nenhumas condições” para continuar a integrar o Governo e pediu ao Presidente da República, António José Seguro, que intervenha.

Esta posição foi transmitida pelo presidente do Chega, em declarações aos jornalistas, logo após a conferência de imprensa de Luís Neves sobre as polémicas em que tem estado envolvido, que Ventura classificou como uma “das mais sofríveis para a democracia”.

“Acho que nessas condições não é preciso que eu diga mais nada ao primeiro-ministro, que não isto: se quer ainda salvar a decência das instituições, tem que tomar uma decisão”, afirmou, pedindo a Luís Montenegro que não tenha “medo de nenhum poder”.

André Ventura defendeu que o Governo “está a ser arrastado para uma situação inexplicável” e exigiu a Montenegro que tome “uma decisão”.

O presidente do Chega considerou também que não há necessidade de se reunir com o primeiro-ministro, como fez o secretário-geral do PS.

“Acho que não preciso de nenhuma reunião para lhe dizer o óbvio, que este ministro não tem nenhumas condições para continuar e penso que, se continuar, vai continuar a destruir a imagem do Estado”, alertou.

André Ventura defendeu igualmente que “está achegar o tempo em que o Presidente da República tem de ter” uma “palavra de determinação num cenário que é desprestígio absoluto da democracia”.

“Apelo hoje a que o senhor Presidente da República diga alguma coisa sobre isto, ou com o próprio, ou ao país, porque acho que este clima não interessa a ninguém”, salientou.

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