Seguro anuncia que vai reunir-se “muito brevemente” com todos os parceiros sociais

No último dia da Presidência Aberta, António José Seguro fazia um passeio pelo paredão da Praia da Vieira, Leiria, muito afetada pelo mau tempo.

Seguro anuncia que vai reunir-se “muito brevemente” com todos os parceiros sociais
José Coelho/Lusa

O Presidente da República, António José Seguro, anunciou hoje que “muito brevemente” vai reunir-se com os todos parceiros sociais, assegurando que tem estado a acompanhar a evolução de todo o processo das alterações à lei laboral.

No último dia da Presidência Aberta, António José Seguro fazia um passeio pelo paredão da Praia da Vieira, Leiria, muito afetada pelo mau tempo, onde tinha uma delegação da CGTP a aguardá-lo, com uma tarja, pedindo uma reunião ao chefe de Estado sobre as alterações à lei laboral, em relação à qual dizem que tem “havido uma tentativa” de afastar aquela central sindical.

“Em primeiro lugar, quero agradecer-lhe a correção e a objetividade com que coloca as suas preocupações e aquilo que são as reivindicações da CGTP. Em segundo lugar, dizer-lhe que vai ser marcada muito brevemente uma reunião minha com os parceiros sociais, portanto, todos os parceiros sociais, onde naturalmente a CGTP tem assento por direito próprio”, respondeu o Presidente da República.

Relacionado

Montenegro espera que “nos próximos dias” se possam “afinar posições” sobre lei laboral

Montenegro espera que “nos próximos dias” se possam “afinar posições” sobre lei laboral

“Não vale a pena termos uma expectativa de prolongamento grande deste processo. O que nós podemos esperar, e é aquilo que eu espero também, é que nos próximos dias se possam afinar posições e se possam tomar as devidas decisões”, afirmou Luís Montenegro, questionado à saída de uma conferência sobre a decisão do secretariado da UGT de rejeitar a anteproposta de revisão da lei laboral nos moldes atuais e continuar as negociações.
UGT diz “não” à lei laboral

UGT diz “não” à lei laboral

Após mais de oito meses de negociações e 53 reuniões tripartidas entre Governo, patrões e central sindical, não há acordo nas alterações à lei laboral. "UGT chumba por unanimidade a última proposta do governo e apela à continuação das negociações", diz fonte oficial da UGT ao JE.