Portugal supera média da UE no emprego, mas mantém “lanterna vermelha” nas baixas qualificações

Segundo o relatório "O mercado de trabalho em Portugal: uma análise comparativa na UE", lançado pela Randstad com dados do final de 2025, o país consegue superar a média europeia em indicadores de participação, embora continue na cauda da Europa no que toca à formação e integração dos jovens.

Portugal supera média da UE no emprego, mas mantém “lanterna vermelha” nas baixas qualificações
desemprego
O novo estudo da Randstad Portugal revela um mercado de trabalho resiliente e com forte participação feminina, mas alerta para o desemprego jovem e para o facto de Portugal ter a maior percentagem de ativos pouco qualificados da União Europeia.
Segundo o relatório “O mercado de trabalho em Portugal: uma análise comparativa na UE”, lançado pela Randstad com dados do final de 2025, o país consegue superar a média europeia em indicadores de participação, embora continue na cauda da Europa no que toca à formação e integração dos jovens.
Os números mostram um país “viciado” no trabalho: a taxa de atividade fixou-se nos 79,1%, superando em 3,5 pontos percentuais a média da União Europeia (UE). Este desempenho é indissociável do papel das mulheres, cuja participação disparou de 59,1% em 1995 para os atuais 75,7%.
No fecho de 2025, a taxa de desemprego situava-se nos 5,8%, ligeiramente abaixo dos 5,9% da média comunitária, consolidando uma trajetória de recuperação iniciada após a crise financeira.
O relatório destaca ainda que Portugal ocupa a 4.ª posição no ranking de jornadas de trabalho longas, com 9,1% dos profissionais a trabalharem acima do horário normal, face aos 6,5% da média da UE. Esta realidade afeta sobretudo empresários e trabalhadores por conta própria.
Quanto à demografia, o peso dos estrangeiros na população ativa subiu para 7,9%, refletindo a crescente importância da imigração para a sustentabilidade da economia, ainda que o valor permaneça abaixo da média europeia (10,5%).
Para Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal, o balanço das últimas décadas é positivo, mas exige cautela: “O país aproximou-se da média europeia e, em alguns indicadores, até conseguiu ultrapassá-la. Ainda assim, continuam a existir desafios importantes como a cultura de horários longos e, sobretudo, a dificuldade dos jovens em entrar no mercado”.

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