Parceiros sociais aceitam voltar à mesa da negociação, após apelo de Seguro

Presidente da República diz que o país "precisa de um acordo equilibrado". Patrões e UGT aceitam retomar negociações.

Parceiros sociais aceitam voltar à mesa da negociação, após apelo de Seguro
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Os patrões e a UGT aceitam retomar as negociações sobre as alterações à lei laboral, após António José Seguro reiterar o apelo a “um acordo equilibrado em matéria de legislação laboral”. Esta terça-feira, durante o Fórum Banca organizado pelo JE, o ministro da Economia sublinhou que se ainda não existe um acordo na legislação laboral “não é por falta de vontade do Governo”.

Ao Jornal Económico (JE), Sérgio Monte, secretário-geral adjunto da UGT (União Geral de Trabalhadores), diz que o sindicato “nunca ameaçou abandonar a mesa das negociações, nem o Governo disse que o processo tinha terminado”. Não saiu do processo, portanto. “Quem mostrou pressa em acabar com o processo foram os patrões”, acusou. Também o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, fez saber que a entidade que lidera “está disposta a responder ao apelo do Presidente da República e participar na negociação”.

Do lado da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, o presidente Armindo Monteiro confirmou também ao JE que a entidade está “disponível para negociar”. “Mas não para um faz de conta, para uma inutilidade, que é isso que tem sido muitas vezes a posição negocial da UGT”, denunciou. “Era importante que houvesse uma negociação aberta e franca. Não pode ser uma negociação de fingimento. A UGT meteu-se num buraco do qual tem dificuldade em sair. Fez uma greve, andou a dizer que eram retrocessos civilizacionais, que agora se percebe, ao fim deste tempo todo, que não é verdade, que as alterações não são assim tão gritantes”, analisou.

O líder parlamentar do PSD assegurou esta quarta-feira que “dialogará com todos os partidos” sobre o pacote laboral do Governo “como e quando” este chegar ao parlamento, mas considerou que ainda há “uma discussão a decorrer em concertação social”.

Ao final do dia de terça-feira, a CCP adiantou que não estava prevista a continuidade das negociações sobre a proposta de legislação laboral, após não ter sido possível chegar a um acordo. Nesse mesmo dia, o Governo acusou a UGT de estar “absolutamente intransigente” nas negociações sobre a reforma laboral, prometendo “realizar todos os esforços para que seja possível um acordo”, segundo a Lusa.

Carneiro acusa Governo de ‘desumanidade’ no pacote laboral e pede explicações a Montenegro

O secretário-geral do PS defendeu esta terça-feira que o primeiro-ministro, “se não é capaz de promover entendimentos fundamentais” para o país, deve explicar-se e considerou que as “propostas laborais que o Governo apresentou significavam uma opção pela desumanidade”.

“Tem aqui naturalmente uma responsabilidade à qual deve responder, deve explicar”, sublinhou José Luís Carneiro.

“As propostas laborais que o Governo apresentou significavam uma opção pela desumanidade no que respeita à dignidade das condições laborais”, acusou, acrescentando que o que foi apresentado até agora “não merecia acordo” e que importa esperar pelos “desenvolvimentos das próximas semanas”.

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