Barraqueiro assume “interesse de princípio” na subconcessão de linhas da CP

“Estamos satisfeitos com esta decisão política e aguardamos a definição das condições, mas à partida estamos interessados, temos um interesse de princípio na exploração destas redes”, afirmou o administrador da Barraqueiro Luís Cabaço Martins em declarações à agência Lusa.

Barraqueiro assume “interesse de princípio” na subconcessão de linhas da CP
Estação da CP no Cais do Sodré, em Lisboa. Jose Manuel Ribeiro / Reuters

O Grupo Barraqueiro congratulou-se hoje com a intenção do Governo em subconcessionar a privados as linhas ferroviárias de Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto e manifestou “um interesse de princípio” na exploração destas redes.

“Estamos satisfeitos com esta decisão política e aguardamos a definição das condições, mas à partida estamos interessados, temos um interesse de princípio na exploração destas redes”, afirmou o administrador da Barraqueiro Luís Cabaço Martins em declarações à agência Lusa.

Salientando a “experiência já de largos anos” do grupo neste tipo de operações – a Barraqueiro gere o Metro do Porto, a Fertagus e o Metro Sul do Tejo, atualmente as únicas subconcessões a privados no ramo ferroviário em Portugal – o administrador considerou que a empresa pode “contribuir com um bom serviço e com menos custos”.

“Acreditamos que os operadores de transporte privados podem acrescentar valor à mobilidade e, portanto, que também nestas subconcessões podem ter aqui uma utilidade muito grande, quer para os utentes, quer para o Estado”, sustentou, defendendo que “a visão do Governo é correta nesse aspeto”.

De acordo com Cabaço Martins, embora tudo vá “depender das condições e dos modelos que forem apresentados” pelo Governo para as quatro novas subconcessões a estudar pela CP – Comboios de Portugal, “à partida serão subconcessões”, modelo em que a Barraqueiro tem “já uma experiência muito grande”.

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