IGCP recompra 900 milhões de euros de dívida pública

"Esta operação soma-se ao leilão de recompra de Obrigações do Tesouro no passado dia 17 de dezembro, num valor superior a mil milhões de euros, e à amortização antecipada de dívida ao Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF), no passado dia 22 de dezembro, no montante de 2,5 mil milhões de euros", salienta o Ministério, dirigido por Joaquim Miranda Sarmento.

IGCP recompra 900 milhões de euros de dívida pública
IGCP

O Ministério das Finanças confirmou esta terça-feira que a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) recomprou 900 milhões de euros de dívida pública (obrigações do tesouro), a condições de mercado.

“Esta operação soma-se ao leilão de recompra de Obrigações do Tesouro no passado dia 17 de dezembro, num valor superior a mil milhões de euros, e à amortização antecipada de dívida ao Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF), no passado dia 22 de dezembro, no montante de 2,5 mil milhões de euros”, salienta o Ministério, dirigido por Joaquim Miranda Sarmento.

As Finanças salienta que desta forma só foi possível à República Portuguesa amortizar, antecipadamente, em dezembro, cerca de 4,5 mil milhões de euros de dívida pública, ou seja, cerca de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB). “A redução continuada do endividamento do Estado advém da boa situação económica e orçamental do país, resultante do mérito das famílias e das empresas, na criação de riqueza”, considera o Ministério liderado por Joaquim Miranda Sarmento.

Relacionado

Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

Maria Teixeira Alves4 Set
As yields da dívida soberana de longo prazo têm vindo a subir de forma sincronizada nas principais economias desenvolvidas, com os Estados Unidos, o Japão e vários países europeus a registarem níveis não vistos em décadas. Mas os economistas ouvidos pelo Jornal Económico consideram pouco provável que a tendência desemboque numa crise, apontando antes para efeitos mais concentrados no investimento empresarial e nas contas públicas de cada país.
EUA: Compra de obrigações pelo Tesouro vista como positiva para as ações

EUA: Compra de obrigações pelo Tesouro vista como positiva para as ações

Ruben Pires2 Set
A maioria dos analistas consultados pelo JE consideram que a subida do limite mínimo de recompra pelo Tesouro dos Estados Unidos de obrigações, de dois mil milhões de dólares para quatro mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros e 3,4 mil milhões de euros), a partir de 9 de setembro, pode ter um efeito positivo sobre o mercado de ações, apesar da dimensão da intervenção ser reduzida. Entre os setores que podem sair mais beneficiados estão os que possuem maior sensibilidade às taxas de juro como o tecnológico, o imobiliário e as utilities.
Yields disparam com obrigações soberanas sob pressão a nível global

Yields disparam com obrigações soberanas sob pressão a nível global

João Barros1 Set
No Japão, os títulos a dez anos bateram máximos de 30 anos ao ultrapassarem os 3%, enquanto nos EUA, Reino Unido, Alemanha e França as subidas foram mais contidas, mas suficientes para renovar máximos recentes. Também os títulos portugueses se veem envolvidos na tempestade global das bonds, com os títulos a 20 anos próximos de máximos de quase uma década.