“Tarifas de Trump estão a aproximar a UE de outros parceiros comerciais”

Paulo Rios, administrador da AICEP, recomenda que as empresas portuguesas não abandonem totalmente o mercado norte-americano. A convicção, que merece dúvidas, é que o ‘trumpismo’ não sobreviverá a Trump.

“Tarifas de Trump estão a aproximar a UE de outros parceiros comerciais”
Sessão Plenária do dia 21 de Dezembro de 2023

A proliferação de tarifas impostas aos principais parceiros comerciais por parte da administração norte-americana está a ter o resultado perverso “de aproximar os países da União Europeia de outros mercados” – que assim tendem a agregar-se numa espécie de aliança ‘anti-americana’ – ou pelo menos alternativa ao mercado dos Estados Unidos, disse Paulo Rios, administrador da AICEP, em declarações ao JE. Mas a agência, “que mantém contactos intensos com todas as associações empresariais nacionais” – e desta forma indiretamente com as empresas – “aconselha a que os empresários, na medida do que lhes for possível, não abandonem o mercado norte-americano”. “É convicção generalizada entre os empresários portugueses que, depois da saída de Donald Trump, tudo tenderá a normalizar-se”.

Conteúdo reservado a assinantes. Leia a versão completa aqui. Edição do Jornal Económico de 19 de setembro.

Relacionado

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Ruben Pires3 Set
De acordo com a publicação BiGo Finance o nível de reservas de gás que a União Europeia detém nesta altura deve-se a um erro de cálculo. O bloco europeu vinha adiando as compras de gás na expetativa de que o conflito no Médio Oriente, que se iniciou em fevereiro entre Estados Unidos, Israel, e Irão, tivesse um desfecho rápido, permitindo que o gás natural vindo do Qatar voltasse a passar pelo Estreito de Ormuz a um preço mais baixo. Contudo o cenário de momento não se concretizou.