O volume de investimento no mercado imobiliário registou um crescimento homólogo de 39%, para 342 milhões de euros no terceiro trimestre, segundo os dados revelados pela consultora CBRE esta segunda-feira. Em relação ao trimestre anterior o aumento foi de 9%.
O setor do retalho representou mais de 60% do volume total de investimento, superando os 200 milhões de euros, impulsionado pelas transações de centros comerciais, bem como as 28 novas aberturas de lojas em Lisboa e no Porto, lideradas pelo segmento de Food & Beverage (F&B). “Até ao final do ano, espera-se a entrada de 17.550 m² adicionais no que se refere a retail parks atualmente em fase final de desenvolvimento”, aponta a consultora em comunicado.
Por sua vez, o setor de Industrial & Logística (I&L) verificou um aumento de 51% no investimento acumulado, sendo que caiu 20% na absorção de espaços logísticos em comparação com o trimestre homólogo com uma área ocupada de 234 mil m², “motivada pela falta de oferta existente, o setor continua a ver uma procura forte, estimulada por novos produtos a entrar no mercado”.
Um cenário que a consultora indica estar a pressionar as rendas prime para níveis mais elevados, agora fixadas em 6,55 euros/m² por mês. Já as yields mantiveram-se estáveis em Lisboa e no Porto, com 5,75% e 6%, respetivamente.
Em relação ao segmento de escritórios, Lisboa observou uma ocupação de 41 mil m² de espaços no terceiro trimestre, totalizando 168.500 m² desde o início do ano, num aumento de 46% face ao total de 2023.
Já no Porto, os níveis ocupação de escritórios superaram os de 2023, com uma absorção de 58.600 m² até setembro, num crescimento de 14%, provocado pela relocalização de empresas, que representaram cerca de 60% das ocupações no trimestre em análise.
Francisco Horta e Costa, CEO da CBRE, afirma que “este desempenho destaca a atratividade de Portugal como um destino seguro para investidores, que procuram diversificação e solidez, investindo tanto em setores tradicionais como em produtos emergentes. Para o futuro, mantemos uma perspetiva otimista, estimulada por novas oportunidades de desenvolvimento e expansão, especialmente nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto”.