Engenheira portuguesa lidera coligação europeia de hidrogénio renovável

Ana Quelhas quer ver a Europa a apostar mais no hidrogénio verde.

Engenheira portuguesa lidera coligação europeia de hidrogénio renovável
Ana Quelhas – EDP

Uma engenheira portuguesa está a dar cartas no universo energético de Bruxelas. Ana Quelhas foi nomeada presidente da Coligação Europeia para o Hidrogénio Renovável (RHC, na sigla em inglês).

Licenciada em Engenharia Eletrotécnica pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, conta com um mestrado e doutoramento na mesma área pela Iowa State University, nos EUA.

Entrou na EDP em 2006, tendo ocupado os cargos de gestora de projeto e responsável pelo planeamento de energia. Desde 2021 que lidera o negócio de hidrogénio na EDP Renováveis.

“A prioridade principal da Europa devia ser melhorar a competitividade do hidrogénio renovável para aumentar a procura. Nesta fase inicial, aumentar o financiamento público a nível nacional e europeu é crucial”, começou por dizer em comunicado. “Permitir o acesso a hidrogénio renovável barato” vai ser “essencial para a competividade”.

A portuguesa vai ocupar o cargo em conjunto com Kim Hedegaard, CEO da divisão Power-to-X da dinamarquesa TOPSOE.

No seu discurso na Renewable Hydrogen Summit, esta quinta-feira em Bruxelas, a presidente da Comissão Europeia destacou que nos últimos 12 meses, foram tomadas decisões finais de investimento em dois gigawatts de projetos de hidrogénio renovável. Os investimentos dispararam 140% este ano, com a Europa a contribuir com quase um terço para o investimento global em eletrolisadores. “O hidrogénio renovável chegou, está a crescer e isto é só o início”, disse Ursula von der Leyen.

A Renewable Hydrogen Coalition (RHC) tem o objetivo de promover o uso do hidrogénio renovável e inclui energéticas, startups, investidores e clientes industriais.

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Foi-se a água quente na praia de São Torpes, mas o país ganha um projeto de hidrogénio verde. Consórcio Hytlantic (que conta com EDP e Galp, entre outros) precisa de investir entre 150-200 milhões de euros para construir 100 MW de capacidade de eletrólise para produzir hidrogénio verde nos terrenos da antiga central a carvão da EDP. Já as energias renováveis para alimentar esta unidade representam outros 150-200 milhões de investimento, mas vai caber a outras empresas, fora do consórcio. Investimento total para o projeto: entre 300 a 400 milhões de euros, divididos pelo consórcio e outras empresas.