Banca tem exposição “imaterial” ao Médio Oriente mas impacto económico pode prejudicar

Embora nenhum banco global no universo de cobertura da DBRS tenha qualquer exposição direta material a esta região geográfica, os efeitos de um conflito mais amplo poderão ser consideráveis.

Banca tem exposição “imaterial” ao Médio Oriente mas impacto económico pode prejudicar
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As tensões continuam a aumentar no Médio Oriente, com os receios de um conflito mais amplo a aumentar drasticamente nos últimos dias. As exposições diretas dos bancos globais ao Médio Oriente são “imateriais”, mas podem ser afetados indiretamente com o impacto negativo no crescimento económico, defende a DBRS.

Se as economias se deteriorarem, as provisões para perdas com empréstimos/custo do risco aumentarão provavelmente, pressionando a rentabilidade da banca

Um conflito mais vasto poderia levar a um choque no preço do petróleo que complicaria as perspectivas para a inflação e reduziria o consumo dos particulares e das empresas.

“No entanto, não vemos qualquer impacto adverso a curto prazo nas nossas classificações de crédito nos bancos globais”, defende a Morningstar DBRS.

“Se as economias se deteriorarem, as provisões para perdas com empréstimos/custo do risco aumentarão provavelmente, pressionando a rentabilidade da banca. No entanto, não vemos qualquer impacto adverso a curto prazo nas nossas notações de crédito globais da banca”, disse Michael Driscoll, Credit Rating Officer, Global Financial Institution Ratings.

As tensões sempre estiveram presentes no Médio Oriente e já faz quase um ano do ataque do Hamas a Israel, o que deu aos bancos uma ampla oportunidade e tempo para gerirem as suas posições em risco

Em detalhe, a DBRS diz que “embora seja difícil discernir exposições específicas ao Médio Oriente, dadas as divulgações limitadas, bem como o facto de a maioria dos bancos  agruparem as suas exposições ao EMEA (Europa, Médio Oriente e Ásia), esperamos que as exposições sejam irrelevantes. As tensões sempre estiveram presentes no Médio Oriente e já faz quase um ano do ataque do Hamas a Israel, o que deu aos bancos uma ampla oportunidade e tempo para gerirem as suas posições de risco”.

“Os nossos bancos com maior presença a nível mundial são o Citigroup e o HSBC Holdings plc”, destaca a DBRS.

De acordo com as 25 principais exposições por país do Relatório Anual de 2023 do Citi, apenas um país do Médio Oriente, os Emirados Árabes Unidos (EAU), constava da lista. Com 17,3 mil milhões de dólares, a exposição dos EAU representava apenas 1,0% da exposição total do Citi.

O último país incluído na lista, a Tailândia, representava apenas 0,2% da exposição total do Citi, o que significa que Israel e outros países do Médio Oriente têm exposições inferiores a esse valor, o que torna as exposições globais facilmente absorvíveis.

Entretanto, as exposições do HSBC também são geríveis, defende a DBRS.

De acordo com o seu Relatório de Junho de 2024, o Médio Oriente, o Norte de África e a Turquia registaram 1,26 mil milhões de dólares de resultados antes de impostos, 22,2 mil milhões de dólares de empréstimos e adiantamentos líquidos e 40,1 mil milhões de dólares em contas de clientes em 30 de junho de 2024. Estes totais representavam 5,8%, 2,4% e 2,5% dos resultados totais consolidados, respetivamente, segundo a agência.

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