DBRS: crescimento económico protege Portugal, Espanha e Grécia de custos mais elevados com dívida

A agência de rating afirma que a evolução económica e orçamental nos países do sul da Europa pode reduzir a fatura a pagar pelas respetivas dívidas públicas.

DBRS: crescimento económico protege Portugal, Espanha e Grécia de custos mais elevados com dívida
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O custo de financiamento da dívida pública tem aumentado a nível global, mas afeta de forma diferenciada os países do euro, afirma a DBRS, que coloca Portugal, Espanha e Grécia entre os que devem escapar aos piores cenários.

A agência de rating canadiana afirma que as taxas de juro mais elevadas aumentam os custos de financiamento da dívida na maioria dos países com moeda única, mas sublinha que o impacto varia muito, tendendo a ser “mais pronunciado nos países com níveis de dívida mais elevados”, porque “a subida das taxas incide sobre um stock de dívida maior”.

Grécia, Espanha e Portugal deveriam, por isso, estar no lote de países mais afetados, mas a DBRS salienta que “o impacto negativo dos custos de financiamento mais elevados é, em grande medida, compensado por uma dinâmica favorável da dívida, apoiada por uma evolução económica e orçamental robusta”.

“Embora os três países tenham níveis elevados de dívida pública e enfrentem custos de financiamento crescentes, prevê-se que o impacto das taxas mais elevadas sobre os futuros encargos com juros seja relativamente limitado, com base na expectativa de que um crescimento económico robusto e excedentes primários contribuam para uma redução continuada dos respetivos rácios da dívida pública em percentagem do PIB entre 2025 e 2030”, indica a agência de rating.

Esta redução projetada “diminui, por sua vez, o stock de dívida que terá de ser refinanciado a prazo a taxas de juro mais elevadas nos três países”.
A dinâmica da dívida, nestes casos, “beneficia de diferenciais mais favoráveis entre taxas de juro e crescimento económico, devido a perspetivas de crescimento económico comparativamente fortes nos próximos anos”.

“O FMI prevê que o crescimento anual do PIB nominal destes três países seja, em média, de 4,4% entre 2026 e 2030, enquanto a taxa média de crescimento dos outros seis países será de apenas 3,1%”, acrescenta a DBRS.

Além disso, afirma, “prevê-se que os três países registem excedentes primários durante todo o período entre 2026 e 2030, o que reduz as suas futuras necessidades de financiamento”.

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