O Grupo Parpública anunciou em comunicado que se encontra concluída a reorganização das participações das empresas do grupo que atuam no sector da gestão imobiliária.
Essa reorganização implicou um aumento de capital maioritariamente subscrito em espécie com a entrega das Arco Ribeirinho Sul e Consest.
“Com vista a dotar a Estamo dos recursos necessários para dar resposta às novas exigências que lhe foram atribuídas, a Parpública subscreveu um aumento de capital da Estamo, no final do ano de 2023, no valor global de 212 milhões de euros, na sua maioria (196 milhões de euros) concretizado através da entrada em espécie das participações detidas nas sociedades Arco Ribeirinho Sul e Consest – Promoção Imobiliária, sendo o restante (16 milhões de euros) realizado ao longo do corrente ano através de entradas de numerário”, revela empresa do Estado que reforça assim a sua atuação no sector imobiliário .
Com este reforço, o aumento de capital da Estamo passa a ser de 1.061 milhões de euros.
Para o presidente da Parpública, José Realinho de Matos, “o aumento de capital da Estamo representa um investimento significativo da Parpública no cumprimento da sua missão, em particular, na gestão do património imobiliário público, através de empresas participadas de objeto especializado”.
“A concretização da parte principal do aumento de capital da Estamo, através da transmissão das participações na Arco Ribeirinho Sul e na Consest, demonstra o compromisso da Parpública com o investimento nas suas participadas e, em particular, o apoio da Parpública aos novos desafios colocados à Estamo, no sentido de assegurar uma visão holística e uma atuação especializada sobre o conjunto dos ativos imobiliários do Estado, colocando-os ao serviço dos cidadãos e das políticas públicas e induzindo desenvolvimento económico, social, cultural e territorial”, acrescenta.
“Os novos desafios confiados à Estamo compreendem, em primeiro lugar, a concretização do projeto Arco Ribeirinho Sul, abrangendo operações de requalificação urbanística e de valorização do solo, com vista à reabilitação urbana de toda a zona normalmente identificada como as antigas instalações da Lisnave, junto a Almada, bem como os territórios geridos pela anterior Baia do Tejo”, detalha a Parpública.
Ainda no ano passado foi atribuída à Estamo a competência de promover o Programa Arrendar para Subarrendar, que visa o arrendamento de imóveis tendo em vista o seu subarrendamento, a preços acessíveis, a famílias com dificuldades no acesso à habitação, lembra a holding do Estado.
A Parpública lembra ainda que durante o ano de 2023, a Estamo recebeu igualmente novos poderes e competências de gestão do património imobiliário público, em nome e por conta do Estado, anteriormente cometidos à Direção-Geral do Tesouro e Finanças.
Salienta-se que, no caso da Consest, a gestão da empresa já era conduzida pela administração da Estamo, “justificando-se a integração direta no seu património como forma de agilizar a gestão e a prossecução dos objetivos”.
A Parpública reforça assim e mais uma vez o seu papel como instrumento do Estado português na concretização de políticas públicas e de gestão de ativos mobiliários e imobiliários.