Fim das portagens custa 1,5 mil milhões até fim das concessões, afirma ministro dos Assuntos Parlamentares

O ministro dos Assuntos Parlamentares diz que votação do PS representa uma "profunda irresponsabilidade orçamental" devido ao elevado impacto da medida nas contas do Estado.

Fim das portagens custa 1,5 mil milhões até fim das concessões, afirma ministro dos Assuntos Parlamentares
Pedro Duarte PSD

O ministro dos Assuntos Parlamentares fez contas e defendeu que o fim das portagens nas ex-SCUT, aprovada esta quinta-feira no Parlamento, não é sustentável. Pedro Duarte questionou ainda se o PS não tem limites para o impacto que deixa nas contas do Estado.

“Não há limites para o PS, não há critério nas coligações e conluios que faz? Não há valores que têm de ser seguidos”, atirou o governante após a votação.

Para o Governo, a medida aprovada pelo PS, em conjunto com BE, PCP, Livre, PAN e o Chega, “manifesta uma profunda irresponsabilidade orçamental”. Segundo as estimativas do Governo, a medida “representa, só para o próximo ano, cerca de 180 milhões de euros”, com Pedro Duarte a admitir que o impacto não se sente apenas em 2025. “O problema é que o impacto não é só num ano. As estimativas do Governo apontam que, até ao fim das concessões das portagens das SCUT que hoje estiveram aqui em causa, o valor represente cerca de 1,5 mil milhões de euros”.

Importa lembrar que a concessão destas portagens termina em 2040.

Apesar da discórdia devido ao elevado custo, Pedro Duarte admite que o Governo vai trabalhar para a implementação da isenção total das portagens a partir de 2025, mas o Executivo terá de negociar com as concessionárias, dado alguém ter de pagar a fatura acordada.

A proposta do PS, aprovada esta quinta-feira, pretende terminar com as portagens na A4 – Transmontana e Túnel do Marão, A13 e A13-1 -Pinhal Interior, A22 – Algarve, A23 – Beira Interior, A24 – Interior Norte, A25 – Beiras Litoral e Alta e A28 – Minho nos troços entre Esposende e Antas e entre Neiva e Darque.

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