A bolsa de Lisboa ganhou 0,43% e encerrou a semana nos 5.888,35 pontos, alinhada com o sentimento positivo que se viveu entre as congéneres europeias. Os ventos que chegaram dos Estados Unidos deixaram os investidores desanimados, mas os títulos acabaram por recuperar, de tal forma que as negociações terminaram em terreno positivo.
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Entre as cotadas que mais ganharam, destaque para a Mota-Engil, que valorizou 4,29% em bolsa, até aos 2,92 euros por ação, ao passo que o BCP subiu 3,15%, para 0,2688 euros. Seguiu-se a Galp, que avançou 0,98%, agora em 13,43 euros, a beneficiar da subida no preço do barril de petróleo.
Em sentido contrário, os títulos da Jerónimo Martins escorregaram 1,78%, para 19,90 euros.
Lá fora, entre os índices europeus, a subida mais acentuada foi a que se observou na praça de Milão, na ordem de 1,14%, ao passo que o índice agregado Euro Stoxx 50 avançou 1,10%, seguido de perto pela Alemanha, que somou 1,06%. Mais atrás, França subiu 0,88% e Espanha adiantou-se 0,85%. A subida mais ligeira foi do Reino Unido, com um salto de 0,55%.
O barril de brent está 0,90% mais caro, nos 84,83 dólares por barril, ao passo que o crude avança 1,07%, até aos 83,19 dólares.
“As principais praças europeias encerraram em território positivo, recuperando das perdas que registavam no momento da abertura de Wall Street, após o forte relatório de emprego divulgado nos EUA, que levantou preocupações entre os investidores e provocou um disparo nas yields de dívida soberana, com as de maturidade a 10 anos a atingirem novos máximos do ano”, refere-se na análise do departamento de mercados acionistas do Millenium Investment Banking.
“Ainda assim, o sentimento negativo acabou por ser momentâneo, com as maiores esperanças de que, em conjunto com um abrandamento na inflação, estejamos mais próximos do tão desejado cenário de softlanding, o que acabou por levar a uma recuperação dos mercados até à hora de fecho da Europa. No Universo Stoxx600, os ganhos foram transversais à grande maioria dos setores, com os mais cíclicos a registarem melhor performance”, de acordo com os analistas.
“Por cá, o índice nacional seguiu o sentimento dos congéneres e encerrou também em alta, animado pelo disparo superior a 4% de Mota-Engil, perante aquisição de ações por parte do presidente do conselho de direção, e pela valorização superior a 3% do BCP, que seguiu animado juntamente com a unidade polaca, que ganhou 5,5% na sessão em reação a um upgrade de uma casa de investimento”, pode ler-se na mesma análise.