CAP “surpreendida e indignada” com acordo entre PSD/CDS-PP e PAN na Madeira

A CAP referiu que já demonstrou diversas vezes a sua "oposição frontal" a um partido, referindo-se ao PAN, que é "inimigo" da agricultura e do mundo rural.

CAP “surpreendida e indignada” com acordo entre PSD/CDS-PP e PAN na Madeira
agricultor

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) mostrou-se surpreendida e indignada com o acordo entre PSD/CDS-PP e o PAN, na Região Autónoma da Madeira, de modo a assegurar a maioria absoluta na Assembleia Legislativa da Madeira.

A confederação sublinha que já demonstrou diversas vezes a sua “oposição frontal” a um partido, referindo-se ao PAN, que é “inimigo” da agricultura e do mundo rural, e que coloca “ao mesmo nível” pessoas e animais, e que afirma que “os interesses humanos e animais devem ser igualmente tidos em consideração e que coloca no mesmo plano ético a luta histórica da humanidade contra o esclavagismo, o racismo ou o sexismo com aquilo a que, ironicamente, chama de defesa dos animais”.

Para a CAP em política “não pode valer tudo” e que “não é possível”, para partidos humanistas, “conviverem e governarem” com um partido com a ideologia e pensamento do PAN.

“Os partidos têm obrigação de informar com antecedência os eleitores sobre os entendimentos que estão dispostos a fazer após as eleições sob pena de as eleições se resumirem na prática a um pedido de cheque em branco”, afirmou a CAP.

A confederação acrescentou que “corajosamente e em devido tempo” criticou anúncios de eventuais acordos com o PAN a nível nacional.

A CAP sublinhou que “não mudou de opinião” relativamente a este assunto pelo que expressa o seu “veemente desacordo” com a possibilidade de existir um acordo entre a coligação PSD/CDS-PP com o PAN para assegurar a governação na Região Autónoma da Madeira.

“A defesa da sustentabilidade ambiental e social, absolutamente indispensáveis, a defesa do próprio bem-estar animal, faz-se com os agricultores e o mundo rural e através das suas ações, não contra eles. É isto que a CAP continua a defender, procurando um aumento equilibrado e sustentável da nossa produção agroalimentar e agroflorestal e da nossa soberania alimentar, num contexto europeu. Os portugueses não esquecerão este infeliz episódio político, mas esperam que o futuro Governo Regional da Madeira dê provas de que não sacrificará os seus agricultores e o desenvolvimento da agricultura da Região no altar das conveniências políticas do dia”, afirmou a confederação.

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