A Câmara Municipal de Abrantes (CMA) tem a maioria (80%) dos processos e documentos urbanísticos desmaterializados, revelou esta quinta-feira o chefe da unidade de sistemas de informação da autarquia.
“Quanto mais organização mais satisfeitas estão as nossas pessoas, porque não nos podemos esquecer de que todos nós somos munícipes. Não encontramos desafios? Encontrámos. Precisamos de gestão e reengenharia de processos, que se vai fazendo. Não se faz de um dia para o outro”, afirmou Paulo Rêgo.
Na abertura da conferência “Autarquias: Transição digital”, que decorre em Abrantes, Paulo Rêgo contou que o início da transformação digital neste município começou em 2009-2011, embora o investimento só se tenha consolidado em 2011 com o início da desmaterialização do trabalho. Ou seja, começar a abandonar o papel.
Em termos práticos, o que é que foi feito? Por exemplo, através de soluções digitais da Pamafe, foi implementado um sistema de gestão de processos nas instituições desta região, designado Abrantes360, que abrange serviços online, como licenciamento de atividades económicas ou certidões, e um repositório aberto.
O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, garantiu: Não temos dúvidas de que a transição digital é um processo fundamental para o desenvolvimento do território e da comunidade. É o meio para democratizarmos o nosso território, reduzir as assimetrias e defendermos o património”.
Através de videochamada, a secretária de Estado do Desenvolvimento Regional fez-se representar nesta sessão para alertar para os desafios demográfico, digital e ecológico e destacar Portugal enquanto referência de país “inovador” e “acolhedor”
“Esta aposta tríplice tem evidentes contributos para proporcionar soluções cada vez mais eficientes, sustentáveis e justas, com impacto positivo e evidente no território, respondendo às necessidades económicas, mas também sociais e ambientais e fazendo sempre prevalecer atributos como a qualidade, a eficiência e a identidade das comunidades constituintes”, disse Isabel Ferreira, referindo-se à tecnologia.
Na opinião da governante, “esta é uma abordagem que caracteriza as comunidades inteligentes que, independentemente da sua dimensão geográfica, se caracterizam pela utilização estratégica das Tecnologias de informação e Comunicação [TIC] com os objetivos principais de melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e de desenvolvimento económico integrado”, segundo referiu neste evento organizado pelo Tagusvalley, CMA, Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (Instituto Politécnico de Tomar) e patrocinado pela Dell Technologies e pela Pamafe, do grupo Ricoh.