As companhias áreas europeias aumentaram os preços dos bilhetes cobrados aos clientes, no primeiro trimestre, alcançando receitas superiores ao mesmo período do ano passado, mas também acima das obtidas antes da pandemia de Covid-19, escreve o jornal “El Economista” esta quarta-feira.
A companhia que registou o maior crescimento da rentabilidade face à crise pandémica é a Lufthansa. Isto considerando as receitas por lugar-quilómetro oferecido. Em comparação com o primeiro trimestre de 2019, o crescimento é de 20%.
A IAG, que detém a Iberia, British Airways, Vueling, Level e Aer Lingus, também aproveitou a subida dos preços que se regista desde o início do ano até março. O grupo liderado por Luis Gallego registou um crescimento das receitas na ordem dos 30% face ao anterior. Em comparação com o primeiro trimestre de 2019, este aumento foi de 14,8%.
“As viagens por lazer registaram um comportamento particularmente bom, com as viagens por trabalho a recuperarem de forma mais lenta”, explicou a empresa ao regulador de mercados espanhol, citada pelo “El Economista”
A Air France-KLM seguiu o mesmo caminho das rivais. As receitas cresceram 19,6% face ao período pré-pandemia, à boleia da América Latina. “Isto prepara o terreno para uma temporada de férias movimentada”, afirmou Benjamin Smith, CEO do grupo.
De acordo com o jornal, a IATA, a associação internacional de transportes aéreos, prevê que as companhias aéreas mundiais vão alcançar lucros de 4.700 milhões de dólares (4.480 milhões de euros) este ano, ainda que o contexto global seja marcado por volatilidade nos preços dos combustíveis.