Portugal regista uma produtividade baixa por trabalhador

Portugal tem uma produtividade de 40,5 mil euros por trabalhador, este valor é muito baixo em comparação com outros países da Europa, como é o caso da Alemanha, que tem uma produtividade por trabalhador 1,8 vezes superior à de Portugal.

Portugal regista uma produtividade baixa por trabalhador
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Um estudo publicado sobre a “A produtividade das empresas em Portugal” conclui que a produtividade por trabalhador em Portugal estagnou na década 2010-2019, tendo registado uma taxa de variação de média de 0,6%.

O estudo foi promovido pelo Centro de Competências de Planeamento, de Políticas e de Prospetiva da Administração Pública (PlanAPP), e mostra que a situação de produtividade é particularmente grave em Portugal, país onde a produtividade por trabalhador corresponde a 40,5 mil euros, quando comparada com a Alemanha, país que regista uma produtividade de 71,7 mil euros por trabalhador, Portugal tem uma produtividade particularmente baixa.

Vasco de Mello, Presidente da Associação BRP, afirma que “a produtividade da economia é uma medida da sua capacidade de criação de riqueza e depende da produtividade das empresas, por isso devem ser criadas condições para o seu desenvolvimento”, salienta ainda que ” um estudo recente que desenvolvemos em conjunto com a NOVA Information Management School (NOVA IMS) sobre o impacto das grandes empresas na economia nacional, demonstra que as grandes empresas foram, em média, cerca de 3,7 vezes mais produtivas que as média”.

As grandes empresas apresentam um maior nível de produtividade, pelo que, na opinião da Associação BRP, a melhoria agregada da produtividade em Portugal passará pelo aumento do número e do peso das grandes empresas. De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) Portugal tem poucas grandes empresas.

Segundo este estudo 1% das empresas em Portugal são responsáveis por 57% do Valor Acrescentado Bruto (VAB), 62% das exportações e 48% dos gastos com pessoal. Com mais 150 grandes empresas teria 4% do VAB, 10% de exportações e 1% de produtividade aparente.

A Associação BRP propõe que “70% dos fundos do PT2030 sejam alocados às empresas, para contrabalançar a situação histórica de canalização dos fundos europeus para a esfera pública, que não se têm traduzido em ganhos de produtividade”.

“É ainda fundamental fomentar os consórcios, para desenvolvimento de soluções escaláveis e que possam competir nos mercados internacionais”, acrescenta.

Vasco de Mello, sublinha ainda que “o crescimento da produtividade só poderá ser alcançado com ambição e mudando as receitas que têm vindo a ser aplicadas”.

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