Fenprof faz apelo aos pais: “Não levem os filhos à escola”

Esta quinta e sexta-feira haverá greve dos professores, sendo que no sábado, 4 de março, os docentes voltam à rua com manifestações em Lisboa e no Porto. Assim, o líder da Fenprof, Mário Nogueira, pediu aos pais para não levarem os filhos à escola, por “solidariedade” e atenção, “porque os serviços não são iguais e pode acontecer que muitos alunos fiquem sem atividades".

Fenprof faz apelo aos pais: “Não levem os filhos à escola”
José Sena Goulão/Lusa

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, apelou esta quinta-feira aos pais para que não levem os filhos à escola esta quinta e sexta-feira, devido à greve dos professores. Segundo Mário Nogueira, o apelo surge por “solidariedade” e atenção, “porque os serviços não são iguais e pode acontecer que muitos alunos fiquem sem atividades”.

Os professores estarão em greve esta quinta-feira, 2 de março, nas escolas de Coimbra para norte do país e na sexta-feira, 3 de março, a paralisação será de Leiria a sul. No entanto, as escolas terão de assegurar serviços mínimos, decretados pelo Tribunal Arbitral esta segunda-feira, que considerou que esta paralisação “não pode ser vista apenas como uma greve de um só dia”, mas como “mais uma greve num somatório de greves que, no seu conjunto, ameaçam já pôr em causa o direito à educação”.

Assim, de acordo com a decisão, os professores têm de garantir três horas de aulas no pré-escolar e 1.º ciclo, bem como três tempos letivos diários por turma nos 2.º e 3.º ciclos e ensino secundário, de forma a garantir, semanalmente, a cobertura das diferentes disciplinas.

Contudo, Mário Nogueira lembra que a greve da função pública, também prevista para esta sexta-feira, não conta com serviços mínimos decretados. Por essa razão, o secretário-geral da Fenprof acusa o Governo de perseguição aos professores.

“Sexta-feira também há uma greve da função pública, que vai cobrir todo o território e que não tem serviços mínimos decretados, o que prova que há uma perseguição do Governo”, denuncia o dirigente.

Já este sábado, 4 de fevereiro, os docentes deverão voltar à rua com duas manifestações em Lisboa e no Porto, inicialmente agendadas para dias distintos.

Ambos agendados para as 15h30 horas, os dois protestos deverão arrancar do Rossio, em Lisboa, e da Praça do Marquês, no Porto, e têm como destinos a Assembleia da República, para quem está em Lisboa, e os Aliados, para quem está no Porto.

Recorde-se que os professores estão em greve desde dezembro de 2022, na altura com uma greve por tempo indeterminado convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.), que se mantém, em protesto contra a proposta do Governo para os concursos e colocação de professores.

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