Wall Street na linha d’água a aguardar decisão da Fed

As ações da praça nova-iorquina estão apáticas no arranque de sessão. Os investidores aguardam a confirmação, por parte da Reserva Federal, de uma potencial nova subida dos juros diretores à luz da pressão no sector bancário.

Wall Street na linha d’água a aguardar decisão da Fed
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Manhã tensa e expectante em Wall Street. Os investidores retraíram-se de grandes mexidas nos portfólios na principal praça norte-americana durante o arranque de sessão desta quarta-feira, dia em que o presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, deverá anunciar uma nova subida dos juros diretores.

Em resposta, as ações dos principais índices mantiveram-se estagnados. O índice industrial Dow Jones perdeu 29 pontos, uma desvalorização de 0,09%. Já o empresarial S&P 500 recuou 0,1% e o tecnológico Nasdaq abrandou apenas 0,04%.

A expetativa dos investidores divide-se. Por um lado, é quase certo que a Fed decida por uma nova subida das taxas de juro, em resposta a uma crise repentina no sector bancário, na reunião de dois dias que termina esta quarta-feira. Por outro lado, alguns analistas apontam para um abrandamento da economia que já se adivinhava mesmo antes do colapso do Sillicon Valley Bank (SVB), do Signature Bank e da recente aquisição a preços de saldo do Credit Suisse pelo congénere UBS. Março trouxe dias negros para a banca, com a confiança nas instituições em cheque, mas ainda assim Wall Street não tem tido uma jornada positiva em 2023.

A maioria dos investidores – mais concretamente 90% – espera uma subida de 25 pontos base (p.b.), segundo uma estimativa do CME Group. Mas os restantes mantêm algum otimismo na crença de que não haverá uma subida sequer.

Na terça-feira, foi dia de valorizar antes de importantes decisões. Todos os índices somaram ganhos superiores a 1% no encerramento de sessão. Veremos como reage a praça norte-americana durante a sessão e, mais logo, ao encerramento.

No mercado de câmbio, o euro permanece na trajetória de valorização face ao dólar, mais concretamente em 0,25%, com a moeda comunitária a valer, no arranque da tarde, 1,08 dólares. Também a libra esterlina avança sobre a moeda do ‘tio Sam’ em 0,21%. Por sua vez, e talvez pela incerteza que paira sobre a agenda monetária do dia, o dólar desvaloriza face ao iene japonês, mas por pouco (0,03%).

Ainda nas praças mundiais, as commodities têm animado. O barril de petróleo brent valoriza 0,72%, a ser negociado por 75,86 dólares. Já o texano WTI sobe 0,66% nos quadros, com o barril a valor cerca de 70 dólares.

“A bolsa de Nova Iorque acorda sem grandes oscilações, com os investidores a aguardarem as decisões de política monetária da Fed, pelas 18h00 de Lisboa. Espera-se que a Reserva Federal norte-americana aumente a taxa de juro de referência em 25 p.b., para os 4,75%-5%, mas há expectativa de que, depois do abanão recente na banca, com a falência do SVB, este possa ser o pico do atual ciclo de subida de juros, quando anteriormente se apontava que subisse acima dos 5,5%”, considera o analista do Millenium Investment Banking Research, Ramiro Loureiro

“Para já é o flow empresarial a ditar alguns movimentos mais expressivos, a exemplo dos lucros inesperados que fazem disparar a Gamestop ou o upgrade que puxa por Spotify e Warner Music”, acrescenta, destancando ainda a Nike, que “até mostrou receitas acima do esperado, mas o facto da rubrica de custos ter penalizado a margem não agradou ao mercado”.

Notícia atualizada às 14h57

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