Vinho: exportações no semestre “abrem boas perspetivas para 2024”

Apesar da diminuição do preço médio, Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal, está otimista em relação às exportações em 2024. Brasil e EUA são os mercados com melhor comportamento.

Vinho: exportações no semestre “abrem boas perspetivas para 2024”
ViniPortugal Suíça

As exportações de vinhos portugueses atingiram os 452,4 milhões de euros no primeiro semestre do ano, representando um aumento homólogo de 1,25% em valor e de cerca de 8,5% em volume (171,5 milhões de litros), o que leva Frederico Falcão a considerar que “são bons indicadores para que, no final do ano, os valores venham a ser muito positivos”. Em declarações ao JE, o presidente da ViniPortugal referiu que “outro indicador positivo é que mercados emergentes como os do Brasil e dos Estados Unidos registaram comportamentos muito positivos” que agora é necessário consolidar até ao final do ano. Do lado menos positivo “está a queda do valor médio das exportações”, (2,64 euros/litro), que de qualquer modo se compreende face “ao volume de stock que se encontra nos armazéns dos produtores”.

No que diz respeito aos mercados de exportação, destacam-se, ao nível do valor, a França (53,4 milhões de euros), seguindo-se os Estados Unidos da América (50,1 milhões) e o Brasil (38,9 milhões). Também no volume exportado (litros), França mantém a posição de liderança (17,5 milhões de litros), seguida pela Espanha (16,4 milhões) e e Angola (15,3 milhões).

Frederico Falcão considera que o sector continua “a ter um desafio no que toca ao preço médio, que reduziu em vez de aumentar, como era a nossa expectativa. No entanto, os números continuam a sublinhar a competitividade, a resiliência e a qualidade do vinho português no panorama global. Continuamos empenhados em promover os nossos vinhos e em encontrar soluções que maximizem o seu valor nos mercados internacionais”.

A produção de vinho em Portugal atingiu os 7,4 milhões de hectolitros em 2023, o que corresponde ao resultado mais alto desde 2001, divulgou o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) nas estatísticas agrícolas. A produção de vinho aumentou em quase todas as regiões do país. Mas o consumo de vinho decresceu 9,2%, “particularmente no que respeita aos vinhos sem certificação”.

Em plena fase de vindimas, as regiões têm reportado um tendencial crescimento da produção – faltando ainda a avaliação da região dos Vinhos Verdes, que é tradicionalmente atrasada em relação às restantes.

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