Procura externa sustenta crescimento de 0,8% do PIB em cadeia no segundo trimestre

Subida face ao primeiro trimestre é quase totalmente explicada pelo comportamento da procura externa. Em termos homólogos, confirma-se o crescimento de 2,5%, com a procura externa a apresentar um contributo menos negativo.

Procura externa sustenta crescimento de 0,8% do PIB em cadeia no segundo trimestre
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O PIB teve um aumento de 2,5% no segundo trimestre, quando comparado com o mesmo período do ano passado, e uma subida de 0,8% face aos primeiros três meses do ano, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira, 31 de agosto, confirmando os números da estimativa rápida de julho. O que este boletim deixa claro é que as exportações estão a desempenhar um papel importante para sustentar o crescimento económico face ao trimestre anterior.

A subida de 0,8% em cadeia segue-se a um tímido crescimento entre janeiro e março, de 0,1%, e o INE adianta que “o contributo da procura externa líquida foi decisivo para esta evolução”, passando de -2,0 pontos percentuais (p.p.) do PIB para +0,7 p.p., “em resultado da aceleração das exportações de bens e serviços e desaceleração das importações”. Em simultâneo, “o contributo da procura interna reduziu-se para +0,1 p.p. (contributo de +2,1 p.p. no trimestre anterior), em resultado da diminuição do investimento”.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a taxa de crescimento homóloga é superior em 0,1 p.p. “O contributo negativo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB reduziu-se no 2.º trimestre (de -2,3 p.p. para -1,3 p.p.), registando-se um crescimento mais intenso das exportações de bens e serviços que mais que compensou a aceleração das importações de bens e serviços”, refere a autoridade estatística. “Em sentido contrário, o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu, passando de 4,6 p.p. no 1.º trimestre para 3,8 p.p., refletindo sobretudo a desaceleração do investimento”.

O INE indica que as exportações aumentaram 2,5% face ao primeiro trimestre (uma aceleração face aos 1,9% do período anterior), com os serviços em destaque (+3,4%), embora os bens também tenham crescido (+2%). No trimestre anterior, as variações tinham sido de -0,2% e +3%, respetivamente. As importações, por seu lado, aumentaram apenas 1% (tinha havido uma subida de 5,9% no trimestre anterior), mas o crescimento foi de 8,5% nas importações de serviços, que contrasta com a diminuição nas importações de bens (-0,7%).

Em termos homólogos, as exportações também aceleraram (4% entre abril e junho, face a 1,4% no 1º trimestre), com os serviços, mais uma vez, a registarem um crescimento superior ao dos bens (4,6% contra 3,7%). Nas importações, há uma subida de 6,5% face ao mesmo período do ano passado, “determinada pela aceleração da componente de serviços, que passou de uma variação de 7,2% no 1.º trimestre para 16,0%, enquanto as importações de bens abrandaram para uma variação de 4,4% (5,9% no 1.º trimestre)”, explica o INE.

Relativamente às despesas de consumo final das famílias, cresceram 3,7% em termos homólogos, com os bens não duradouros e os serviços a subirem 3,1% e os bens duradouros a darem um salto de 9,3%. Em comparação com o primeiro trimestre, houve um aumento de 1% (refletindo um acréscimo de 5,6% nos bens duradouros e de 0,5% nos bens não duradouros e serviços). Já o investimento teve um crescimento homólogo de 5,7% e uma queda em cadeia de 2,5%.

Artigo atualizado às 12h02

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