O sector do alojamento turístico manteve, em fevereiro, uma trajetória de crescimento face ao período pré-pandemia, tendo registado 1,7 milhões de hóspedes e 4,0 milhões de dormidas. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), estão em causa crescimentos de 33,0% e 38,5%, pela mesma ordem.
“Os níveis atingidos em fevereiro de 2023 foram superiores aos observados em fevereiro de 2020, quando ainda não havia efeitos da pandemia, com crescimentos de 4,3% nos hóspedes e 5,9% nas dormidas”, refere o organismo de estatística numa nota enviada esta sexta-feira à imprensa.
De acordo com o INE, as dormidas continuaram a ultrapassar os números registados antes da pandemia em todos os segmentos de alojamento. Na hotelaria, o número de dormidas, que representa 82,3% do total, subiu 39,9% em fevereiro, mais 2,5% do que o observado no mesmo mês de 2020.
Quanto ao alojamento local, que tem um peso de 14,7% do total de dormidas, o INE aponta para um aumento de 34,5%, mais 23,8% em relação a fevereiro de 2020.
As dormidas em turismo no espaço rural e de habitação, com uma quota de 2,9%, cresceram 21,5%, mais 36,0% face aos registado também em fevereiro de 2020.
O INE salienta que, este mês, 32,9% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não tiveram movimento de hóspedes.
Quanto às dormidas de residentes, o INE dá conta de um abrandamento em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2020 fevereiro, tendo o mercado interno contribuído com 1,4 milhões de dormidas, uma subida de 19,0%, enquanto os mercados externos representaram 2,7 milhões de dormidas, um aumento de 51,0%.
“Comparando com fevereiro de 2020, observaram-se aumentos de 4,9% nas dormidas de residentes (+9,5% em janeiro) e 6,5% nas de não residentes (+4,7% em janeiro).
Nos primeiros dois meses do ano, as dormidas aumentaram 52,9%, +27,2% nos residentes e +70,6% nos não residentes. Comparando com o mesmo período de 2020, as dormidas cresceram 6,1% (+7,0% nos residentes e +5,6% nos não residentes)”, é detalhado no mesmo comunicado.