Airbnb pede que Portugal esteja alinhado com as regras da UE

A Airbnb encorajou os decisores políticos a considerar uma série de propostas de alteração. Das quais se destacam a proposta de "alinhar os projetos de regulamentos com as propostas da UE para as regras de aluguer de curto prazo, de modo a apoiar as famílias e evitar regras locais desproporcionais que impeçam as famílias comuns de partilhar as suas casas".

Airbnb pede que Portugal esteja alinhado com as regras da UE
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A plataforma Airbnb apela aos responsáveis políticos portugueses para se alinharem com a UE e permitirem que as famílias locais beneficiem do turismo.

Depois de ter participado na consulta pública da proposta de lei do “Mais Habitação”, a empresa manifestou preocupação pelo facto de as disposições do pacote de medidas entrarem em conflito com as regras da UE atualmente em desenvolvimento, “correndo o risco de prejudicar as famílias locais que partilham as suas casas com o objetivo de suportar os custos de vida crescentes”.

Assim, a Airbnb encorajou os decisores políticos a considerar uma série de propostas de alteração. Das quais se destacam a proposta de “alinhar os projetos de regulamentos com as propostas da UE para as regras de aluguer de curto prazo, de modo a apoiar as famílias e evitar regras locais desproporcionais que impeçam as famílias comuns de partilhar as suas casas”.

Mas também a proposta de “não incluir o homesharing nas restrições, em reconhecimento do apoio vital que este rendimento proporciona às famílias locais e do facto de esta atividade não ter impacto na oferta de habitação”.  Bem como “assegurar que as restrições são proporcionais, baseadas em evidências, e que não se dirigem injustamente às famílias locais em detrimento dos prestadores de serviços de hospitalidade tradicionais”.

A Airbnb diz que “acolhe favoravelmente a regulação e queremos ser bons parceiros para Portugal”.

“A Airbnb também partilha preocupações sobre os impactos negativos do programa do pacote Mais Habitação – especialmente junto das famílias locais para as quais o alojamento é um meio de subsistência. Os típicos anfitriões portugueses, em média, alugam uma casa, e quase metade diz que o rendimento adicional os ajuda a pagar as despesas com a habitação e a fazer face ao aumento do custo de vida. A Airbnb reconhece os desafios históricos da habitação e do turismo em Portugal e quer trabalhar com o governo para apoiar as famílias locais e ajudar a tornar o homesharing parte da solução”, disse Monica Casañas, General Manager da Airbnb Marketing Services SL.

Em resposta à consulta pública do programa “Mais Habitação”, recentemente anunciado pelo Governo português, a Airbnb reiterou que pretende ser um bom parceiro dos decisores políticos locais e trabalhar em conjunto para apoiar os anfitriões locais que partilham as suas casas a fazer face ao aumento do custo de vida.

“A Airbnb reforçou o seu compromisso de trabalhar em conjunto com o Governo de Portugal para dar resposta aos desafios locais no domínio da habitação e ao aumento do custo de vida”, lê-se no comunicado.

 

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