Trump critica falta de apoio de Espanha e Rutte defende que é caso isolado na NATO

"Espanha é um desastre. Espanha é terrível, mesmo do seu ponto de vista", frisou Trump a Rutte, durante uma reunião na Sala Oval da Casa Branca, aberta aos jornalistas.

Trump critica falta de apoio de Espanha e Rutte defende que é caso isolado na NATO
epa12951612 US President Donald Trump speaks to the press before departing the White House for China, in Washington, DC, USA, 12 May 2026. President Trump is leaving the US to visit China where he will meet with President Xi in Beijing. EPA/BONNIE CASH / POOL

O Presidente norte-americano, Donald Trump, acusou hoje a Espanha de ser “um desastre” como parceiro da NATO, enquanto o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, defendeu que é um caso isolado no apoio logístico na guerra com o Irão.

“Espanha é um desastre. Espanha é terrível, mesmo do seu ponto de vista”, frisou Trump a Rutte, durante uma reunião na Sala Oval da Casa Branca, aberta aos jornalistas.

O chefe de Estado norte-americano referiu-se à recusa do Governo espanhol em permitir a utilização de bases no seu território para que as aeronaves dos EUA descolassem e participassem em ataques contra o Irão.

“Não querem pagar nada. Pensam que tudo será gratuito para eles. A Espanha não é um bom grupo, não é de todo um bom grupo”, acrescentou o republicano, criticando também a Itália, a França, a Alemanha e o Reino Unido, que, tal como a Espanha, negaram apoio logístico aos EUA em determinados momentos da guerra.

“Ficámos desiludidos com o Reino Unido, estamos desiludidos com a Alemanha e a França, desiludidos com a maioria deles”, vincou o Presidente norte-americano.

Rutte, por sua vez, defendeu a cooperação europeia no seu todo na guerra entre os EUA e o Irão perante Trump, afirmando que apenas houve “casos isolados” em que parceiros da aliança optaram por não abrir as suas bases ao Pentágono.

“Houve casos isolados que realmente o desiludiram, mas, em termos gerais, os seus aliados europeus estiveram presentes. Quero enfatizar este ponto: entre 4.000 e 5.000 aeronaves americanas descolaram de bases aéreas europeias”, indicou o secretário-geral a Trump.

Rutte quis ainda transmitir a Trump que os ataques contra a República Islâmica conseguiram algo importante ao impedir o país de obter uma arma nuclear.

“Quero deixar bem claro o quão importante é o que estão a fazer em relação ao Irão. Antes de mais, trata-se de capacidade nuclear”, apontou Rutte, depois de Trump ter criticado a NATO por não ter sido “muito amigável” no seu todo durante a guerra.

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