O antigo presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, enfrenta novas acusações no processo judicial que foi movido contra si ligado ao uso incorreto de documentos confidenciais, de acordo com a BBC. Trump está a ser acusado, entre outras coisas, de pressionar funcionários para apagar a imagem de segurança da casa localizada na Flórida, Mar-a-Lago, onde se vê a deslocação de documentos confidenciais, antes das buscas do FBI.
Trump passa a ter 40 acusações associadas ao seu nome. As mais recentes são referentes a retenção de informação ligada à área da defesa e duas de obstrução. Um assessor seu, Walt Nauta, viu-lhe serem adicionadas mais duas acusações de obstrução.
As novas acusações, que Trump nega, foram entregues num tribunal na Flórida, diz a NBC.
Trump nega as acusações.
As autoridades alegam que Trump esteve envolvido num esquema para apagar imagens de segurança que mostram empregados seus a moverem caixas onde estariam guardados documentos confidenciais, antes das buscas do FBI.
Neste processo foi também adicionado à lista de acusados um funcionário da casa de Mar-a-Lago, chamado Carlos de Oliveira, diz a BBC.
Carlos de Oliveira é acusado de ter dito a outro empregado da casa em Mar-a-Lago que o chefe, referindo-se a Trump, queria que as imagens de segurança fossem apagadas, diz a NBC.
A BBC diz que estas novas acusações que recaem quer sobre Walt Nauta e Carlos de Oliveira, mostram os seus esforços para interferir com a investigação judicial.
As novas acusações alegam que Walt Nauta e Carlos de Oliveira conspiraram para apagar imagens de segurança depois das entidades judiciais terem feito um pedido para aceder a essas mesmas imagens do local onde alegadamente estaria guardados documentos confidenciais.
“Não quero ninguém a olhar para aquelas caixas [onde estariam os documentos confidenciais]. O que aconteceria se não respondermos ou não alinharmos no jogo deles [autoridades judiciais]? Não seria melhor se disséssemos que simplesmente não temos nada”. Estas terão sido as palavras utilizadas por Trump, junto do seu advogado, em maio de 2022, relativamente aos tais documentos confidenciais, que estariam nesta residência na Flórida, diz a NBC.
A NBC diz que documentos do tribunal mostram também que Carlos de Oliveira negou as acusações de que terá ajudado a mover esses mesmos documentos confidenciais. “Nunca vi nada”, terá dito Carlos de Oliveira, ao FBI.
A BBC diz que a acusação refere que Carlos de Oliveira terá enviado uma mensagem a outro funcionário, identificado como Yuscil Taveras, que tinha a seu cargo os servidores onde estavam alojadas as imagens de segurança, a dizer que o chefe [Trump] queria que as imagens que estavam guardadas no servidor fossem apagadas.
A mesma publicação refere que a acusação diz que Carlos de Oliveira posteriormente terá se encontrado com Yuscil Taveras, numa sala, dizendo que a conversa deveria continuar privada, e terá também pressionado Yuscil Taveras a cumprir com esse pedido, depois de Yuscil Taveras ter dito que Carlos de Oliveira não tinha autoridade para esse efeito.
A acusação também alega que Trump conscientemente terá discutido um documento confidencial durante uma entrevista com biógrafos, diz a BBC. Esses documentos conteriam planos para atacar o “País A”, que posteriormente foi identificado por vários meios de comunicação social como sendo o Irão.