Três em cada quatro famílias apresentaram dificuldades em pagar as contas em 2023

Segundo a Deco Proteste, a habitação é um dos principais fatores de aperto financeiro para as famílias portuguesas, sendo o aumento das taxas de juro a razão por que 28% das famílias enfrentam dificuldades em pagar os empréstimos bancários, que registaram uma subida de 6% face a 2022.

Três em cada quatro famílias apresentaram dificuldades em pagar as contas em 2023
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Três em cada quatro famílias portuguesas apresentaram dificuldades em pagar as contas em 2023, sendo que 7% encontravam-se a viver uma situação crítica, segundo revela o último barómetro anual da Deco Proteste.

A habitação é um dos principais fatores de aperto financeiro para as famílias portuguesas, sendo o aumento das taxas de juro a razão por que 28% delas enfrentam dificuldades em pagar os empréstimos bancários, que registaram uma subida de 6% face a 2022.

Também o aumento de 11% que se fez sentir, em comparação ao ano anterior, nas rendas contribuiu para que 23% dos inquilinos apresentem dificuldades.

Em comparação com o ano passado, 31% das famílias revela sentir “muito mais” dificuldades em pagar as despesas essenciais, no que toca às áreas de mobilidade, saúde, e alimentação, enquanto 4% afirma ser uma “missão impossível”.

O barómetro conclui que são as famílias monoparentais, numerosas e em que um membro está desempregado que revelam sentir mais dificuldades. De acordo com o barómetro, Bragança é a cidade onde se vive com maior desafogo, enquanto em Castelo Branco se vive com mais dificuldade.

As despesas em restaurantes subiram 7% face a 2022, seguida das despesas em férias grandes, com um aumento de 6%. As despesas em educação cresceram 4%, juntamente com as despesas em saúde e em vegetais e fruta.

O barómetro tem como objetivo medir a capacidade de as famílias portuguesas pagarem as despesas do dia-a-dia nas áreas da educação, habitação, lazer, mobilidade, alimentação e saúde.

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