A Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos (APESPE-RH) divulgou o barómetro do trabalho temporário relativo ao quarto trimestre de 2022, concluindo que foi registado um total de 416,419 colocações de trabalho temporário, o que representa um crescimento de 7% em comparação com 2021, ano em que se registaram 388,235 contratações anuais.
A partir do barómetro apresentado conclui-se que existe uma estabilização das colocações de trabalho temporário no quarto trimestre de 2022, em comparação com o mesmo período de 2021, registando-se ainda um aumento de 9% em outubro, 4% em novembro e 4% em dezembro.
O índice do trabalho temporário, que tem vindo a subir desde janeiro, registou uma queda no mês de novembro, registando valores inferiores ao período homólogo, mas termina o ano, em dezembro, com uma estabilização nos 1,04.
Em comparação com o quarto trimestre de 2021, o mesmo período de 2022 registou um crescimento de 5,9%, com 104.685 colocações. Mas comparando o quarto trimestre de 2022 com o terceiro trimestre, já se verifica uma descida de 3,4% nas colocações, o que é explicado pela contratação sazonal.
Como principais profissões no quarto trimestre de 2022, destacam-se as profissões elementares, que rondam os 26% e 29%, seguindo-se os empregados de aprovisionamento, armazém, de serviços de apoio à produção e transportes, entre 17% e 18%, e em terceiro lugar destacam-se os trabalhadores não qualificados na indústria transformadora, entre 9% e 10%.
No barómetro conclui-se que em novembro e dezembro houve uma diminuição na contratação de mulheres. Já a distribuição etária, no último trimestre do ano, entre 27% a 28% dos colocados têm idade média acima dos 40 anos.
Afonso Carvalho, presidente da APESPE-RH, reforça que “a evolução global do número de contratações em 2022 é muito positiva e Portugal está em linha com a recuperação que alguns dos países europeus têm protagonizado”, relembrando que os dois anos que passaram foram muito afetados pela pandemia, mas que “neste momento podemos afirmar que grande parte dos nossos associados já está em níveis pré-pandemia”.