TotalEnergies teme escassez de combustível na Europa se bloqueio no estreito de Ormuz continuar

Patrick Pouyanné, CEO da petrolífera francesa, alertou este sábado, que, se o bloqueio no estreito de Ormuz continuar por "mais dois ou três meses", a Europa sofrerá problemas de abastecimento semelhantes aos que já existem em alguns países asiáticos.

TotalEnergies teme escassez de combustível na Europa se bloqueio no estreito de Ormuz continuar
TotalEnergies

“Já absorvemos todo o excedente (das reservas). Se a situação continuar por mais dois ou três meses, entraremos numa era de escassez de energia como a que já foi vivenciada por alguns países asiáticos”, afirmou Patrick Pouyanné, CEO da petrolífera francesa TotalEnergies.

Embora a escassez ainda não se materialize, não se pode “permitir que 20% das reservas de petróleo e gás fiquem inacessíveis sem graves consequências”.

Patrick Pouyanné referia-se ao encerramento quase total do estreito de Ormuz pelo Irão em resposta à guerra desencadeada pelos Estados Unidos e Israel, que, segundo o CEO da TotalEnergies, é a questão que tem de ser resolvida, e “rapidamente”.

Para Pouyanné, dado que o petróleo do Golfo Pérsico, que é “muito barato”, é indispensável, alternativas ao estreito de Ormuz têm ser encontradas para transportá-lo aos mercados consumidores.

Devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, parte do petróleo do Golfo Pérsico está a ser transportado através de oleodutos existentes, mas estes são insuficientes.

A Arábia Saudita possui um oleoduto que transporta petróleo bruto de alguns dos seus poços até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, os Emirados Árabes Unidos também possuem um que contorna o estreito, e do Iraque, parte do petróleo é transportada por um oleoduto que vai de Kirkuk, no Curdistão, até o porto turco de Ceyhan, no Mediterrâneo.

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