Teletrabalho continua a crescer em Portugal e já abrange 1,15 milhões

Estudo da Randstad revela que 21,3% da população empregada em Portugal tem uma componente de teletrabalho na sua rotina laboral. Grande Lisboa lidera essa tendência.

Teletrabalho continua a crescer em Portugal e já abrange 1,15 milhões
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O regime de teletrabalho continua em plena expansão em Portugal e já abrange 1,15 milhões de trabalhadores, revelam os dados da Randstad Research com base no Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Destaca este estudo que este regime, que é sobretudo dominado pelo modelo híbrido, já abrange 21,3% da população empregada em Portugal e está sobretudo presente em setores como a administração de empresas, serviços financeiros e tecnologias. A Grande Lisboa lidera o trabalho remoto em Portugal com uma percentagem de 34,5%, enquanto os Açores registam a menor incidência (9,2%).

O estudo dá conta ainda que o mercado de emprego em Portugal é dominado pelos trabalhadores que ganham entre 900 e 1.200 euros mas há cada vez mais trabalhadores com rendimentos líquidos mensais iguais ou superiores a três mil euros.

Assim, de acordo com estes dados, o número de trabalhadores por conta de outrem em Portugal com um rendimento líquido mensal igual ou superior a três mil euros quase duplicou em apenas dois anos, passando de 71 mil no segundo trimestre de 2024 para 125 mil profissionais no mesmo período de 2026, o que representa um crescimento de 27% face aos 98,3 mil registados há um ano. Se a base de comparação for o ano de 2016, a expansão deste escalão salarial é ainda mais expressiva já que quadruplica em comparação com os escassos 28,7 mil trabalhadores que estavam nesta faixa.

No entanto, e apesar do crescimento dos salários mais elevados, que engloba agora 2,7% da população empregada por conta de outrem, a estrutura salarial em Portugal continua predominantemente concentrada nos escalões intermédios-baixos, nota a Randstad. Prova disso é o facto da faixa compreendida entre os 900€ e os 1.200€ líquidos manter-se como a mais representativa: engloba 34,1% do total de assalariados, ou seja, 1,56 milhões de pessoas.

Realça este estudo baseado em números do INE que “a caracterização do segmento de rendimento mais elevado traduz várias assimetrias estruturais: com os homens a representarem 69,2% deste grupo contra 30,8% de mulheres, enquanto o setor dos serviços absorve 78,7% destes profissionais. As regiões da Grande Lisboa e do Norte concentram 65,9% dos trabalhadores que mais ganham, reunindo 49 mil e 33,2 mil pessoas, respetivamente”.

Relativamente ao que é designado de estabilidade contratual, a Randstad dá nota que, no total de 4,57 milhões de profissionais empregos, registou-se um reforço dessa estabilidade através do aumento de 62,4 mil contratos sem termo no trimestre e de 147,7 mil na comparação homóloga, fixando-se a taxa de trabalho temporário nos 14,5%.

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