Portugal volta a ultrapassar os 5,3 milhões de empregados e o desemprego jovem desce 13,6%

De acordo com o relatório mensal da Randstad, o emprego atingiu os 5.300.400 trabalhadores, mais 114 mil do que no mesmo mês do ano anterior. Paralelamente, a taxa de desemprego estabilizou nos 5,8%, mantendo o valor de fevereiro, mesmo com o aumento da população ativa, que já ultrapassa os 5,6 milhões de pessoas.

Portugal volta a ultrapassar os 5,3 milhões de empregados e o desemprego jovem desce 13,6%
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O mercado de trabalho português continua a dar sinais de resiliência. Em março de 2026, o número de pessoas empregadas voltou a superar os 5,3 milhões, registando um crescimento anual de 2,2%, segundo os dados analisados pela Randstad Research.

De acordo com o relatório mensal da Randstad, o emprego atingiu os 5.300.400 trabalhadores, mais 114 mil do que no mesmo mês do ano anterior. Paralelamente, a taxa de desemprego estabilizou nos 5,8%, mantendo o valor de fevereiro, mesmo com o aumento da população ativa, que já ultrapassa os 5,6 milhões de pessoas.

Um dos destaques mais positivos do mês é a forte redução do desemprego jovem, que caiu 13,6% em termos homólogos, refletindo uma melhor integração das novas gerações no mercado de trabalho.

O desemprego registado no IEFP baixou para 295.756 pessoas, uma redução de 10,2% face a março de 2025. A melhoria foi transversal a vários setores, com quedas particularmente acentuadas na agricultura e pescas de subsistência (-41,3%), no apoio administrativo, analistas de dados e na construção, onde as descidas oscilaram entre os 16,8% e os 30,2%.

Em contrapartida, o desemprego aumentou em apenas oito profissões, sobretudo em cargos de gestão e forças armadas, o que pode indicar processos de reestruturação interna em algumas organizações.

No capítulo salarial, a remuneração média declarada por trabalho dependente fixou-se nos 1.565,30 euros, o que representa um aumento de 5,2% em relação ao ano anterior. Lisboa continua a liderar os salários médios (1.801,72 euros), enquanto Beja regista o valor mais baixo (1.292,84 euros).

Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal, considera que os dados de março revelam não só robustez quantitativa, mas também uma mudança qualitativa no mercado: “A queda acentuada de 13,6% no desemprego jovem é o indicador mais animador, pois demonstra que as empresas estão a conseguir integrar as novas gerações num momento de transformação tecnológica. O desafio agora é garantir a valorização contínua das competências para manter a atratividade e resiliência do país a longo prazo”.

Os dados analisados pela Randstad Research baseiam-se nas informações oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e da Segurança Social.

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